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Resistência aos portugueses no planalto central de Angola começou há 100 anos


Resistência aos portugueses no planalto central de Angola começou há 100 anos

Resistência aos portugueses no planalto central de Angola começou há 100 anos

Segundo fontes históricas, Ekwikwi II, foi um dos heróis da resistência, que reinou no Bailundo, no Planalto Central de Angola, há cerca de 100 anos, com influência notável em toda a região.

04 FEV 2011 - Segundo fontes históricas, Ekwikwi II, foi um dos heróis da resistência, que reinou no Bailundo, no Planalto Central de Angola, há cerca de 100 anos, com influência notável em toda a região.

O pesquisador Valêncio Manoel, descreveu que, quando Ekwikwi II chegou ao poder, os portugueses já dominavam todo o norte de Angola e preparavam-se para a penetração no interior do Planalto Central em busca de cera, borracha e outros produtos. Nessas circunstâncias, Ekwikwi II resolveu preparar o seu povo, militar e economicamente, para enfrentar a guerra prevista.

A comunidade do Bailundo viveu intensamente os modelos para a defesa dos direitos e soberania dos estados do Planalto baseados nos princípios de Ekwikwi II que, além de fortalecer o seu exército, estabeleceu uma aliança sólida com Ndunaduma I, rei do Bié, para fortalecer sua posição na região.

Ele foi sucedido por Numa II, que, corajosamente, enfrentou a guerra contra a pesada artilharia portuguesa no ataque à capital do Bailundo. Aos poucos as forças militares portuguesas foram ocupando pontos estratégicos.

Padre André Lukamba, disse à Voz da América que a região do planalto central foi a última a ser integrada no sistema colonial.

“ Mesmo a agressão do regime colonial foi mais forte aqui, porque Numa mais dava certo.”

Angola é um país multiétnico, existindo cerca de 100 etnias e sub-etnias, cada uma delas com a sua própria língua, constituídas,na sua maioria, por indivíduos de origem Bantu.

Criada em Março de 1966, a UNITA, foi um dos três movimentos de libertação nacional de Angola que, viria a iniciar a sua actividade no interior de Angola, no distrito de Moxico, os primeiros passos da UNITA vão sobretudo procurar apoiar-se na etnia maioritária a qual Jonas Savimbi pertencia: os Umbundus.

Segundo o jornalista português, Orlando de Castro, a 4 de Dezembro de 1966, Jonas Malheiro Savimbi recebe o baptismo de fogo no ataque ao posto colonial de Kassamba, comandado directamente por ele. Mas foi a 25 de Dezembro do mesmo ano no ataque a Teixeira de Sousa que oficialmente aquela organização sob liderança do seu presidente, inicia a luta de Libertação Nacional. Este ataque deu ao Galo Negro a sua personalidade política e seu reconhecimento nacional e internacional.

De 01 a 06 de Julho de 1967, Savimbi é detido na Zâmbia, quando fazia uma digressão no exterior do país para angariar meios para continuação da luta, devido aos ataques que levava a cabo ao longo do Caminho de Ferro de Benguela.

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