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"Estamos contentes com a morte de um ditador", diz Berta Soler, activista cubana

  • Alvaro Ludgero Andrade

Berta Soler e as Mulheres de Branco

Líder das Mulheres de Branco, em Cuba, espera uma posição mais forte do Presidente americano eleito para ajudar a acabar com a ditadura.

A líder das Mulheres de Branco, organização que luta pela defesa dos direitos humanos e libertação dos presos em Cuba, afirma ter recebido com naturalidade a morte de Fidel de Castro e celebra a “morte de um ditador”.

Em conversa com a VOA desde Cuba, Berta Soler começou por dizer que “como mulheres que defendem a família e os valores” as Mulheres de Branco não desejam a morte a ningúem, mas não estão tristes porque não olham para a morte de Castro como a de uma pessoa.

“Estamos muito contentes porque morreu um ditador, é um ditador menos em Cuba, embora continue o outro, Raul Castro”, explica Soler que atribui a Fidel a responsabilidade pela “separação das famílias e da nação cubana, dos fusilamentos e da morte de milhares de pessoas no estreito da Flórida”.

A activista, que tem sido presas várias vezes por pedir a libertação dos presos e respeito pelos direitos humanos, enumera uma lista de violação dos direitos humanos a mando de Fidel Castro, bem como “da pobreza a que tem votado o povo”.

Questionada se poderá haver mudanças com a morte do líder histório da Revolução Cubana, Soler não vê consequências no imediato.

Berta Soler revela alguma esperança no novo Presidente Americano Donald Trump, “que deverá impor condições como a libertação dos presos políticos, fim da repressão e realização de eleições livres”.

Entretanto, a activista avisa que “Raul Castro vai aumentar a repressão principalmente nos próximos tempos porque não sabe o que fazer actualmente”.

Acompanhe a declaração de Berta Soler, em espanhol:

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