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Líder da UNITA no Kwanza Norte muda para CASA de Chivukuvuku

  • Isaías Soares

Antonio Francisco Hebo, secretário provincial da UNITA no Kwanza-Norte, anunciou a sua passagem para a CASA - Convergência Ampla de Salvação de Angola

Antonio Francisco Hebo, secretário provincial da UNITA no Kwanza-Norte, anunciou a sua passagem para a CASA - Convergência Ampla de Salvação de Angola

Ausência de democracia interna, atropelos aos estatutos e falta de verbas foram as justificações apresentadas

O secretário provincial da UNITA no Kwanza-Norte, António Francisco Hebo abandonou esta semana, aquele partido e aderiu a Convergência Ampla de Salvação Nacional (CASA), de Abel Chivukuvuku.

O político que se demarcou em companhia de outros 1499 ex-militantes do galo negro, do MPLA e de outras organizações políticas da afirmou esta sexta-feira, em Malanje que a liderança de Isaías Samakuva nunca soube respeitar os quadros que diz apostar para vencer o pleito eleitoral deste ano no país.

António Francisco Hebo justificou a saída, dizendo que “nunca fui tido nem achado, também pude aperceber que a direcção da UNITA não tem responsabilidade, por que é difícil alguém que tenha objectivos de ganhar as eleições colocar a pessoa que vai ser o veículo da implementação do seu programa sem condições de trabalho”.

O aposento que compartilha com um sobrinho, “aí mesmo onde estava a mesa de presidium aquele anexo de adobe é onde eu durmo e, só para vos dizer que há muito é que fui pedindo apoios no sentido, de facto, também refastelar um pouco de dignidade que estamos a lutar. Então, começa dentro de nós e infelizmente o presidente da UNITA, doutor Isaías Samakuva foi fugindo das suas responsabilidades”, clarificou.

Há cerca de quatro anos a frente dos destinos da UNITA no Kwanza-Norte António Hebo precisou que não possuía uma casa própria, nem estrutura física digna para funcionamento do secretariado provincial.

A ausência de democracia interna e os atropelos aos pressupostos dos estatutos convergiram para o arrumar das botas e alinhar para a Convergência Ampla de Salvação Nacional de Abel Chivukuvuku.

“A falta de liberdade porque foi o Kwanza-Norte, a única província das 18 que defendeu na altura que pudéssemos realizar o 11º congresso e, o facto de nós termos defendido que realizássemos o congresso, então, fomos conotados de que estávamos a defender a saída do presidente Samakuva”.

“Que também já tinham alterado um artigo dos estatutos, porque no 10º congresso nós defendemos e aprovamos que o mandato do presidente que fosse de dois em dois anos consecutivos e um ano intercalado, portanto três anos. Esta ideia depois de ser aprovada no congresso, quando foram estruturar os estatutos retiraram isso, que também é uma aberração”, desabafou.

O salário do secretário provincial do Kwanza-Norte avaliado em 114 mil Kwanzas era pago de três em três meses, assim como os 200 mil para garantir toda actividade do partido, esclareceu o responsável.

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