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Moçambique: Enfermeiros sentem-se discriminados

  • William Mapote

Em Moçambique está iminente um conflito entre o governo e os enfermeiros nacionais devido ao que consideram como discriminação salarial da sua classe.

Em Moçambique está iminente um conflito entre o governo e os enfermeiros nacionais devido ao que consideram como discriminação salarial da sua classe.

Em causa está uma pretensa aprovação do governo, para oferecer à classe médica incentivos monetários para a sua manutenção no serviço público de saúde e melhorar o atendimento neste sector.

Segundo uma tabela divulgada pelo diário “O País”, entre salários, bónus e subsídios, um médico recém-formado vai quadruplicar os actuais rendimentos, de cerca de 28 mil meticais, o equivalente, aproximadamente a mil dólares, para 91 mil meticais, cerca de três mil dólares.

Esta medida está já a criar focos de tensão entre os enfermeiros nacionais que questionam os critérios adoptados pelo governo para abranger apenas os médicos.

Os salários ao nível da função pública nacional são famosos pela sua precariedade, sobretudo ao nível de sectores como a saúde, educação e polícia.

Na generalidade da opinião pública é urgente melhorar os níveis actualmente oferecidos, contudo dizem alguns, o facto de se privilegiar alguns sectores em detrimento de outros, é um precedente muito perigoso para o país.

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