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Temporal abate-se sobre Malanje

  • Isaías Soares

Baixa de Cassanje, Malanje

Baixa de Cassanje, Malanje

Chuvada causou ferimentos a uma criança e deixou 18 famílias sem-abrigo.

Um forte temporal assolou uma aldeia a cerca de 100 quilómetros a norte da província de Malanje provocando ferimentos a uma criança e deixando 18 famílias sem-abrigo.

Dezoito casas, duas escolas e uma igreja ficaram igualmente sem tecto e o administrador comunal, Diogo Celestino da Costa apelou à ajuda das autoridades competentes para as pessoas sinistradas.

“As fortes chuvas que se fizeram sentir na madrugada levaram consigo o tecto de 18 casas, o que implica uma intervenção urgente por parte das entidades superiores para poderem acautelarem esta situação das famílias”, confirmou, dizendo que houve outros danos “as duas escolas também foram a baixo, estamos num período de aulas vamos ter que por a trabalhar outras alternativas, até inclusive o tecto da igreja também foi”.
“As famílias pedem o apoio e nós na qualidade de servidores públicos temos essa tarefa de passar esta informação aquém de direito para acudir essas famílias, por ser um acidente que partiu a perna de uma das crianças”, concluiu.

Esta terça-feira choveu desde o princípio da madrugada até as dez da manhã em quase todos os municípios da província de Malanje, segundo as informações da sede provincial, Cacuso, Caculama, Calandula, Cangandala, Kiwaba-Nzoji, Luquembo e Kambundi-Katembo.
Os prejuízos ainda não foram calculados pelo secretariado da Comissão Provincial de Protecção Civil, de acordo com esclarecimentos do porta-voz, Miguel Bernardo.
“Ouvimos a bem pouco tempo o relato de alguns municípios em relação a situação da chuva, também dizer que é verdade depois daquele período de estiagem a província começou a receber com alguma regularidade chuvas em toda sua extensão. Nesta altura o secretariado executivo de protecção civil não tem ainda dados oficiais sobre as administrações municipais”, precisou.

No município de Luquembo, 240 quilómetros a sul da capital apesar da precipitação ter caído com certa intensidade o administrador local, Joaquim António Marta garantiu que há muito os pescadores aguardavam por mais água para o rio Jombo.
“Choveu toda à noite, neste momento está também com o quadro de chuva creio que dentro de pouco tempo vai continuar a chover, as populações creio que estão satisfeitas, porque sempre que chove há peixe. Temos dificuldades de peixe na sede do município e creio que nos próximos dias já teremos este problema mais ou menos resolvido”.

Aqui no município de Malanje o céu continua cinzento e tudo indica que poderá continuar a chover nas próximas horas. Várias quantidades de culturas no interior da província secaram por falta de precipitações há mais de dois meses, o que pode compromete a produção de alimentos para os próximos tempos.

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