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Pentágono declara "guerra" aos piratas na Internet

  • Paulo Oliveira

Subsecretário da Defesa William Lynn

Subsecretário da Defesa William Lynn

Plano americano presume que ataques cibernéticos serão componente de qualquer futuro conflito

O Departamento da Defesa dos Estados Unidos divulgou a estratégia para defesa da rede de computadores militares e dar resposta ao crescendo de ameaças no espaço cibernético.

O Pentágono está a evoluir da defesa passiva da rede de computadores para uma postura que considera de domínio operacional no que diz respeito ao espaço cibernético, um ambiente onde forças militares se defendem de ataques.

Numa intervenção produzida na Universidade Nacional de Defesa, o subsecretário da Defesa William Lynn salientou que o aumento da dependência da tecnologia de informação garante virtualmente que os futuros inimigos vão atacar a dependência do Pentágono da rede de computadores na condução de operações militares.

Pentágono declara "guerra" aos piratas na Internet

Pentágono declara "guerra" aos piratas na Internet

“Os ataques cibernéticos vão ser uma componente significativa de qualquer futuro conflito, envolvendo nações, estados párias ou mesmo grupos terroristas”.

Lynn confirmou a existência de instrumentos capazes de interferir ou mesmo destruir redes e provocar danos materiais, o que constitui uma mudança estratégica na contínua evolução dos perigos existentes no espaço cibernético.

Lynn confirmou que no inicio deste ano um serviço secreto estrangeiro roubou 24 mil ficheiros informáticos de uma empresa do sector da defesa que produz sistemas informáticos para o sector militar dos Estados Unidos.

Lynn acrescentou que um estado foi o autor do roubo, mas recusou-se a identificar o país envolvido.

Um novo programa piloto, o Pentágono partilha informações secretas de ameaças com um grupo de empresas para as ajudar a identificar e bloquear actividade maliciosa.

A estratégia, sublinhou o subsecretario da Defesa, é orientada no sentido de medidas defensivas em vez de componentes ofensivas.

“Em vez da militarização do espaço cibernético, a nossa estratégia reside na segurança das redes computorizadas, para dissuadir que o meio seja utilizado para fins hostis”.

Lynn revelou ter sido feito grande progresso na cooperação com a indústria privada e outras agências do governo para manter a integridade da infra-estrutura.

Lynn admitiu que embora não seja conhecido o montante dos roubos digitais praticados contra a competitividade e a segurança dos Estados Unidos, indicando que as mais recentes estimativas colocam as perdas económicas na ordem dos triliões de dólares.

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