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Preços das propinas afastam estudantes das universidades em Angola

  • Coque Mukuta

Universidade da Faculdade de Medicina, Malanje

Universidade da Faculdade de Medicina, Malanje

Os preços das propinas no Ensino Superior vão ser uniformizados já a partir do primeiro semestre de 2017.

O anúncio foi feito recentemente pelo ministro Adão do Nascimento, durante uma visita à Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto (UAN), em Luanda.

Dados não confirmados indicam que 30 em cada 50 estudantes das universidades privadas desistem de continuar os estudos devido ao elevado custo das propinas.

Jubileu Panda, estudante de terceiro ano do curso de Comunicação Social, diz ter desistido “por não poder pagar as mensalidades”.

Miguel Kimbenze, Coordenador Executivo do Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA), afirma que a organização escreveu ao vice-presidente a pedir a uniformização dos preços das propinas e a devida redução.

Para ele, os preços das propinas estão na origem do abandono dos estudantes.

“As pessoas quando vêem os preços das propinas acabam por desistir e muitos jovens estão em casa e não se encontram no mercado de trabalho por não haver empregos”, adiantou.

Para Kimbenze, uma das alternativas ao financiamento de algumas universidades deve passar por alguns bancos comerciais e as grandes empresas.

Neste ano,muitas instituições do Ensino Superior alteraram o valor das propinas.

Em alguns casos os estudantes foram obrigados a pagar40 mil kwanzas, situação que contraria as orientações do Ministério do Ensino Superior para que o reajuste nunca ultrapassasse os 39 mil kwanzas.

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