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Estudo sobre financiamento do ensino superior em Angola questionado

  • Manuel José

Universidade Agostinho Neto - Luanda, Angola

Universidade Agostinho Neto - Luanda, Angola

O Ministério do Ensino Superior de Angola lançou nesta quinta-feira, 14, um estudo sobre angariação de financiamentos para suportar o ensino superior em Angola, mas os professores consideram a medida de paliativa.

O Governo diz-se preocupado com o ensino superior e pretende diversificar as fontes de financiamento não sobrecarregar o Orçamento Geral do Estado (OGE).

''O estudo vai permitir encontrar outras fontes de financiamento para o Ensino Superior porque até ao momento todas as instituições do ensino superior quer sejam publicas como privadas sobrevivem apenas do OGE ou das propinas dos estudantes”, explica Limuangana Dimena, director de Estudos e Planeamento do Ministério do Ensino Superior.

Entretanto, o economista e professor universitário Faustino Mumbica considera que esta medida não resolve o problema do ensino superior porque “enquanto os aspectos estruturantes da economia estiverem como estão, este tipo de iniciativa serão meros paliativos, o subsistema de ensino superior e outros abaixo não estão virados para o desenvolvimento da economia e do país”.

Para Mumbica,“enquanto o sistema de ensino for usado pelos políticos para controlar os cidadãos infelizmente não podemos esperar grande coisa em relação ao país''.

Opinião semelhante tem o professor e membro do Sindicato dos Professores do Ensino Superior Carlinhos Zassala, que lembra que ''no ranking das universidades do mundo e de África, Angola nunca aparece porque o investimento financeiro destinado a ensino superior é ínfimo e não permite que ele funcione como devia ser”.

Aquele académica e sindicalista conclui dizendo que “a figura mais menosprezada em Angola é a do professor universitário”, o que não permite o desenvolvimento do país.

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