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Estudante angolano fala sobre experiência de estudar no Brasil

  • Danielle Stescki

Espaço do Ouvinte

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Mauro Castanho, de 23 anos, está a estudar Direito no Brasil, na Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais.

Terminará os estudos em 2018.

Castanho, como muitos outros estudantes angolanos no exterior, tem tido dificuldades desde Outubro de 2015 para receber o dinheiro que os pais lhe enviam para pagar as despesas com comida, livros, vestuário, etc.

“O que eles tentam mandar não chega nem a metade”, lamenta, explicando o facto com a escassez do dólar em Angola que tem afetado muito os angolanos no exterior já que, também, as taxas bancárias são exorbitantes.

Castanho tem acompanhado as notícias e viu que alguns estudantes estão tendo que desistir dos cursos, pois não conseguem viver sem receber dinheiro.

Viçosa é uma cidade pequena com pouco mais de 77 mil habitantes, o que não facilita na hora de encontrar um trabalho remunerado.

Por isso, quando pode, Castanho poupa, mas diz que sempre tenta arranjar algum trabalho para poder não depender apenas do dinheiro enviado pelos pais.

Ele está no Brasil há três anos e descreve a relação com os brasileiros como perfeita.

Conta que enfrentou algumas dificuldades com o seu sotaque e a maneira como escrevia, mas que rapidamente superou a diferença entre o português que se fala em Angola e o português brasileiro.

Confira a entrevista na íntegra:

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