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Angolano fala sobre a vida dos estudantes na Itália

  • Danielle Stescki

Adão Agostinho

Adão Agostinho

Há alguns anos Adão Agostinho, de 24 anos, ainda morava em Angola e estudava italiano na embaixada italiana em Luanda.

Depois de tornar-se proficiente no idioma, foi estudar em Roma Ciências Políticas e Relações Internacionais na Universidade La Sapienza, uma das mais antigas e maiores universidades do mundo em número de estudantes.


Hoje ele está a cursar o mestrado em Relações Internacionais na mesma universidade e pretende formar-se em 2017.

“Estudar aqui na Itália é estudar num mundo onde há oportunidades tanto no âmbito didático quanto no profissional.”

Agostinho compartilha a sua experiência e avisa que é essencial dispor de tempo de leitura. Conta que já teve que ler livros com mais de mil páginas.

Além do mais, Agostinho informa que a maioria dos exames são orais. E acrescenta: "Às vezes são apenas três questões."

Estudantes Angolanos na Itália

Estudantes Angolanos na Itália

Nem ele nem os seus colegas são bolseiros do INAGBE. O custo de vida é alto na Italía. Ele divide um quarto e paga 300 euros mensais.

Os estudantes tem a opção de trabalhar part time.

Agostinho deu mais algumas dicas para os interessados em estudar naquele país.

  • Estudar todos os dias;
  • Evitar os vícios;
  • Estar sempre concentrado nos estudos;
  • Ir à biblioteca frequentemente;
Estudantes em Roma

Estudantes em Roma

Os estudantes angolanos na Itália estão organizados em associações, o que facilita bastante a comunicação com a embaixada de seu país em Roma.

"Estou muito grato por ter uma embaixada que tem acompanhado a vida dos estudantes. Estamos sempre juntos quando há actividades da comunidade".

Sobre o problema do envio e recebimento de valores, explica que os estudantes angolanos na Itália também passam por dificuldades, mas estão sabendo lidar com elas.

"Vemos isso como um desafio, um incentivo, não como um obstáculo. Essa crise nos dá mais vontade e nos encoraja para que possamos estudar mais."


Adão Agostinho é natural do município do Saurimo, Lunda Sul, e escreve para a revista científica online Ilgeopolitico.org dedicada a análises de política internacional. Ele também é coordenador da área geopolítica da África Subsahariana nessa publicação.

Confira a entrevista na íntegra.

Leia o primeiro artigo publicado na revista por Adão Agostinho.

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