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Bispo de Cabinda: "Não vamos servir de medianeiro entre a FLEC e o governo

  • José Manuel

A igreja católica está preocupada com a pacificação de Cabinda, mas, não pretende assumir um protagonismo na facilitação do diálogo.

Igreja não quer ser medianeira em Cabinda

A igreja católica está preocupada com a pacificação de Cabinda, mas, não pretende assumir um protagonismo na facilitação do diálogo entre os separatistas da FLEC e o governo angolano.

O bispo da diocese de Cabinda desdramatizou igualmente a actual crise reinante na igreja católica de Cabinda desde a sua nomeação como bispo diocesano.

Filomeno Viera Dias disse também à imprensa que a igreja de Cabinda não está dividida. Contudo, reconheceu existir um grupo de fiéis afastados de uma comunhão plena com o bispo e com o papa e a viverem à margem das paróquias e da eucaristia.

De facto, seis anos após a sua nomeação o bispo de Cabinda continua a ser rejeitado por um grupo de cristãos.

Filomeno Vieira Dias considerou que se trata de um falso problema porque "as decisões do papa são soberanas". Por isso, apelou aos contestatários a regressarem para as suas paróquias e a viverem em comunhão com o bispo.

Apesar do esforço para a reconciliação dos fiéis a crise na igreja de Cabinda agudizou-se com a expulsão de três grandes figuras do clero do enclave.

O afastamento do antigo vigário-geral da diocese, Raul Tati, e dos padres Jorge Casimiro Congo e Alexandre Pambo azedou com efeito a situação.

Filomeno Vieira Dias rejeitou entretanto as acusações de ter influenciado o afastamento dos três sacerdotes. Tanto quanto sei, disse ele, “a decisão foi tomada pelo papa e as decisões da máxima hierarquia da igreja devem ser acatadas por todos os fiéis".

Questionado sobre a dimensão política e social do congresso eucarístico da diocese que se vai realizar no próximo mês, Filomeno Vieira Dias disse estar preocupado com a pacificação de Cabinda.

Contudo,disse, a Igreja Católica não vai assumir um protagonismo de facilitador de diálogo entre a FLEC e o governo tal como a conferência episcopal de Angola e S.Tomé fez em algumas ocasiões da guerra civil entre o governo angolano e a UNITA.

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