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Governo angolano mais transparente - FMI


Atrasados. Companhia de petróleo não tinha entregue ao banco nacional até ao final do ano passado 1,5 mil milhões de dólares

Atrasados. Companhia de petróleo não tinha entregue ao banco nacional até ao final do ano passado 1,5 mil milhões de dólares

SONANGOL continua a atrasar-se na entrega de rendimentos ao banco central. No final de 2011 faltavam transferir 1,5 mil milhões de dólares

Angola mais transparente

O Fundo Monetário Internacional, FMI, saudou o governo angolano por ter alcançado progressos significativos em melhorar a transparência fiscal e a responsabilização.

Mas ao mesmo tempo disse que ainda há atrasos por parte da companhia petrolífera Sonangol na entrega de fundos do petróleo ao banco central.

A revisão da economia angolana pelo FMI foi feita ao abrigo do acordo de “Stand By” de mais de mil e trezentos milhões de dólares para a estabilização da económica angolana.

O fundo disse hoje que ao abrigo desse programa as autoridades angolanas levaram a cabo “ajustamentos fiscais significativos, pagaram atrasos na divida doméstica, reconstruíram as suas reservas cambiais, estabilizaram o cambio e reduziram a inflação”.

“Progresso significativo foi alcançado em melhorar a transparência fiscal e responsabilização,” diz o documento que acrescenta contudo que continua a registar o problema recorrente de “atraso nas transferências do rendimento do petróleo para o tesouro pela companhia estatal angolana Sonangol”.

Esses atrasos tinham afectado o desempenho económico. No final do ano passado faltavam ainda transferir 1,5 mil milhões de dólares de rendimentos de petróleo para o banco central. A Sonangol tinha contudo transferido entre Janeiro e Outubro 4,8 mil milhões de dólares e outros 3,3 mil milhões de dólares em Novembro e Dezembro.

O Fundo disse contudo que o governo tinha tomado medidas “importantes para resolver as raízes do problema e vai melhorar o controlo das contas fiscais”.

O governo tinha também completado a sua revisão das reservas internacionais do Banco Nacional de Angola publicando “ pela primeira vez” auditorias anuais do BNA e da Sonangol.

O Fundo disse esperar que a economia angola cresça 9,7 % este ano salientando que o crescimento do sector não petrolífero devera ser de 9%

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