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Pai de Dhlakama pode influenciar a paz em Moçambique, dizem analistas

  • André Baptista

Nyusi e Dlhakama encontraram-se antes do lançamento das pombas.

Paí do líder da Renamo lançou pombas de paz com o presidente Nyusi depois de, em Abril, ter recebido a governadora de Sofala para abordar a pacificação.

Analistas moçambicanos defendem que o lançamento de pombas da paz pelo pai de Afonso Dhlakama, líder da Renamo, a 11 de Agosto, tem um “peso” nos contornos de pacificação do país, por simbolizar a restauração da confiança.

Dhlakama-pai lançou as pombas da paz, na companhia do presidente Filipe Nyusi, no decurso de um comício no distrito de Chibabava, Sofala, sua terra natal.

Para Gilberto Correia, ex-bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique, o pai do líder da Renamo, o régulo Mangunde, é uma figura a ter em conta na pacificação do país, por exercer, além da idoneidade, influência racional ou emocional sobre Afonso Dhlakama.

“Qualquer pai, em regra, tem influência sobre o filho” disse Correia, para quem o encontro entre o pai de Dhlakama e Filipe Nyusi serviu para ajudar a construir a confiança.

Correia entende que “na busca desta confiança, sobretudo no sentido de sentirem que o seu interlocutor directo é confiável, é simbolicamente muito importante,” mesmo tendo em conta que pai de Dhlakama não faz parte dos signatários do acordo de paz.

O analista político Martinho Marcos concorda com a perspetiva, particularmente considerando o corte de comunicação entre o governo e a Renamo.

Marcos, sem gravar a entrevista, destacou que “em Novembro de 2013, o exército e a FIR (força de intervenção rápida) tentaram capturar o pai de Dhlakama, o que fez ele refugiar-se nas matas até recentemente. Naquela altura Filipe Nyusi era ministro da defesa, e agora como Presidente da Republica vem restabelecer a confiança, num caminho para a paz”.

Há indicações de que o lançamento da pomba em Muxúnguè (Chibabava) era o segundo plano de Filipe Nyusi, em caso de falha do encontro com Afonso Dhlakama, na Gorongosa.

Recorde-se que em Abril, a governadora de Sofala, Helena Taipo, manteve um encontro com o pai do líder da Renamo, na sua residência, para pedir a sua intervenção para o fim da guerra. Semanas depois, Afonso Dhlakama anunciou uma trégua indeterminada.

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, e o Presidente Moçambicano, Filipe Nyusi, mantiveram um encontro a 6 de Agosto, a primeira reunião física entre eles, após vários momentos de fricção política.

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