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Simango defende que paz continua ameaçada apesar de encontro entre Nyusi e Dhlakama

  • André Baptista

Daviz Simango, líder do MDM

Simango acredita que encontro serviu apenas para a fotografia

O líder do MDM, Daviz Simango, minizou a eficácia da paz em Moçambique, como resultado do encontro entre Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama, na serra da Gorongosa, em Sofala, defendendo que há caminhos e acções espinhosos por percorrer para garantir estabilidade e prevenção de conflitos.

“A nossa paz continua ameaçada, porque os moçambicanos, ainda não estão informados, os moçambicanos ainda não estão envolvidos neste processo de paz”, disse Daviz Simango, líder do Movimento Democratico de Moçambique (MDM), segundo maior partido da oposição.

Simango, falando nesta segunda-feira, 7, na Beira, insistiu que a exclusão de outras forças políticas e da sociedade na busca pela paz, deixa apreensivos os moçambicanos e levanta dúvidas sobre o processo de normalização da vida política de Moçambique, e reiterou a necessidade de revisão da Constituição da República, para inclusão política e económica.

“Eu continuo a dizer que há imagens que nós tiramos para fotografia, para as pessoas apreciarem e as pessoas acreditarem de facto que há um encontro, nós encorajamos que de facto as pessoas se reúnam, tanto mais que o MDM já havia dito em ocasiões anteriores que, o chefe de Estado devia se deslocar à Gorongosa, para se encontrar com o líder da RENAMO”, defendeu Daviz Simango sobre o encontro de domingo, 6 de Agosto, entre o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama, líder da RENAMO.

Contudo rebateu a exclusão, afiançando que o processo de paz em Moçambique não pode ser gerido apenas por duas “figuras importantes da nossa nação” e por dois partidos políticos e defendeu que “os moçambicanos precisam decidir sobre o seu futuro”.

“Qualquer tipo de conversações pode naturalmente trazer calmia às próximas eleições municipais", referiu Simango, assinalando que o país voltou à instabilidade devido à ingestão do anterior processo eleitoral.

Simango salientou que é necessário, no diálogo ao alto nível, assegurar que não haja negligência na gestão eleitoral e criar independência dos órgãos eleitorais e da justiça, e tornar apartidárias as Forças de Defesa de Segurança, que “agem como actores políticos nas eleições”.

“Os grandes actores da negligência da gestão eleitoral continuam a gerir o processo eleitoral, então esses processos todos precisam ser acautelados, têm que ser resolvidos para que de facto garantamos aquilo que nós queremos de forma definitiva: a paz”, precisou Simango, que apelou aos moçambicanos a exigirem transparência no diálogo pela paz.

O líder do MDM observou que as razões do conflito e dos problemas económicos que o país atravessa, precisam ser estudados profundamente, o que, prosseguiu, passa pela revisão da Constituição da República, para igualmente diminuir os poderes do Presidente da República.

“Estamos a correr contra o tempo, este diálogo esticado em forma de elástico, pode trazer alguns transtornos porque há prazos de cumprimento de lei, para a convocação das eleições gerais”, alertou.

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