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Moçambique tem que negociar "termos sustentáveis" para a sua dívida - FMI


Director para África do FMI Abebe Aemro Selassie - Dividas ocultas tornaram a divida insustentável.

O Fundo Monetário Internacional quer que Moçambique negocie com os seus credores meios para “assegurar que a sua dívida é sustentável”, incluindo as chamadas “dívidas ocultas”, disse o Fundo Monetário Internacional.

Numa conferência de imprensa na sede do FMI hoje, o director para África desta instituição Abebe Aemro Selassie abordou a questão das dívidas ocultas particularmente a dívida ao banco Credit Suisse.

Muitas organizações da sociedade civil moçambicana têm afirmado que essa dívida não deve ser paga porque funcionários desse banco estiveram envolvidos no alegado esquema de suborno e corrupção de entidades moçambicanas.

“A dívida de Moçambique tornou-se insustentável na sequência da revelação de que houve empréstimos significativos que não foram revelados”, disse o director para África do FMI quando interrogado sobre os pedidos dessas organizações.

O FMI, disse Selassie, quer “que se assegure que a divida se torne sustentável”.

“Cabe ao governo no diálogo que têm com o os credores encontrar um meio para se assegurar que a divida regresse a niveis sustentáveis”, acrescentou.

Interrogado pela Voz da América sobre os pedidos de extradição dos Estados Unidos e Moçambique do ex ministro das finanças moçambicano Manuel Chang que se encontra detido na África do Sul, Selassié disse que essa questão “está além da minha competência”.

“Não posso comentar”, acrescentou.

Na conferência de imprensa foi anunciado que o Fundo Monetário Internacional vai disponibilizar 120 milhões de dólares para ajudar Moçambique a fazer face à destruição causada pelo ciclone Idai.

O Director para África daquela instituição diz que a quantia ainda tem que ser aprovada pela direcção oque poderá acontecer já na próxima semana.

“Estamos a fazer tudo o que podemos para apoiar os países afectados”, disse

A ajuda a Moçambique “deverá estar na ordem dos 120 milhões de dólares”.

“Já enviamos o pedido ao Conselho de Administração e isso será analisado na próxima semana”, disse Abebe Aemro Selassie.

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