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Audiência de Manuel Chang adiada para 5 de Fevereiro


Manuel Chang no tribunal

Defesa do antigo ministro moçambicano pede tempo para analisar pedidos de extradição de Moçambique

A juíza do Tribunal de Kedmpton Park, na África do Sul, Sagra Subroyen adiou para o dia 5 de Fevereiro a audição prevista para esta sexta-feira, 18, que iria analisar a medida de coação imposta pela Procuradoria da República para que o antigo ministro das Finanças de Moçambique, Manuel Chang, aguarde o julgamento em liberdade.

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A decisão decorre do pedido feito pela defesa que alega necessitar de mais tempo agora para lidar com o pedido de extradição de Manuel Chang para Moçambique, feito pela Procuradoria-Geral da Republica nos termos de protocolo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

A sessão foi muito curta.

O Ministério Público sul-africano consentiu no pedido de adiamento.

Audiência de Manuel Chang Adiada
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Zacarias Cossa, conselheiro policial na Embaixada de Moçambique, confirmou o pedido de Moçambique e lembrou que está em conformidade com a legislação da SADC.

No entanto, o Ministério Público sul-africano reserva-se o direito de recusar a extradição de Chang para Moçambique, considerando que a detenção do antigo ministro das Finanças foi solicitada também pelos Estados Unidos da América.

A documentação da extradição dos americanos no entanto ainda não chegou ao Ministério Publico sul-africano.

Enquanto isso, Manuel Chang permanece na cadeia de Modderbee, em Benoni.

O jornal Wall Street publicou uma informação a indicar que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos pediu à Procuradoria da África do Sul para recusar a medida de caução que devia ter sido analisada hoje pelo tribunal.

A justiça americana diz haver perigo de fuga e defendeu o direito de julgar Chang por, alegadamente, ter abusado os bancos em Nova Iorque "para transferir subornos e porque a dívida foi vendida a investidores americanos".

O antigo governante foi detido a 29 de Dezembro na África do Sul a pedido da justiça americana sob acusações de crimes de fraude e lavagem de dinheiro no processo que passou a ser conhecido como “dívidas ocultas”.

Outros dois moçambicanos estão envolvidos e acusados pela procuradoria de Nova Iorque, nos Estados Unidos, mas não foram ainda detidos.

No Reino Unido, três directores do banco Crédit Suisse foram detidos e um empresário libanês que prestava serviço a empresas moçambicanas foi preso em Nova Iorque, mas aguarda o julgamento em liberdade.

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