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Angolanos mais conscientes dos seus direitos, diz o sindicalista Mbaxi Mateus

  • Coque Mukuta

Nos últimos três meses, professores, funcionários da Procuradoria-Geral da República, Tribunal Supremo, Pontes de Angola e SGO reivindicarem seus direitos laborais.

A onda de reivindicações laborais que se regista em Angola é demonstração clara da maturidade elevada dos trabalhadores, diz Mbaxi Mateus, secretário administrativo do Sindicato Nacional de Professores (Sinprof) na província do Bengo.

Entre os que desafiaram os empregadores com greves, nos últimos três meses, constam professores, funcionários da Procuradoria-Geral da República, Tribunal Supremo, Pontes de Angola e SGO. Todos exigem melhor tratamento.

Esta semana, os antigos militares que trabalham no controlo das reservas fundiárias também exigiram o pagamento dos seus salários e devido enquadramento nos quadros das forças armadas angolanas.

Para Mateus, tais acções não têm nada a ver com as eleições do próximo mês, mas com o despertar sobre os direitos.

“É importante dizer que a acção reivindicativa tomou consciência. Os angolanos a cada dia estão a despertar e isso contribuirá na defesa de direitos,” diz.

Ele adverte que se vencedor das próximas eleições não cumprir as promessas “poderá ser baptizado com reivindicações”.

O analista e professor universitário Nelson Pestana Bonavena afirma que estas greves trazem graves consequências nas vidas dos cidadãos.

Vários sindicatos apelaram a intervenção da assembleia nacional e do Presidente da República para a resolução de reivindicações laborais.

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