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Julho pode ser mês de paralisações na justiça angolana

  • Coque Mukuta

Funcionários do Tribunal Supremo iniciam greve e da procuradoria admitem fazer o mesmo

Os funcionários do Tribunal Supremo (TS) angolano entraram na manhã desta segunda-feira, 3, numa greve geral de cinco dias para exigir melhores condições de trabalho.

A paralisação acontece no dia em que técnicos de Justiça e administrativos da Procuradoria-Geral da República (PGR) anuncia uma greve a partir do dia 10 como forma de exigir o aumento salarial e a promoção da carreira reclamada há 15 anos.

A greve dos funcionários do TS foi mesmo efectivada às 7 horas desta manhã e com uma “opima adesão”, segundo disseram alguns funcionários à VOA sem gravar entrevista.

Enquanto os funcionários do TS ameaçam realizar uma nova greve a partir do dia 17, caso o Governo não responder às suas reivindicações,os técnicos de justiça e administrativos da PGR anuncia a paralisação a partir do dia 10, a exigir exigir o aumento salarial e a promoção da carreira reclamada há 15 anos.

“Se até dia 7 deste mês não resolverem os nosso problemas no dia dez nós entramos em greve”, garante Elias Pinto, secretário-geral do Sindicato.

Cidadãos afectados

Entretanto, o analista e professor universitário Nélson Pestana afirma que estas greves terão graves consequências nas vidas das pessoas porque vai retardar a celeridade da justiça no país.

“Vai-se traduzir em atraso na justiça”, disse Bonavena, mas explica quea justiça eleitoral está salvaguardada pelo Tribunal Constitucional, embora a crise na administração da justiça possa afectar até os empresários.

“Mesmo um empresário que quer ver os seus direitos garantidos ou ressarcidos, tem que esperar anos, atrapalha sempre a vida das pessoas, mesmo para os provados”, sublinhou.

Em comunicado enviado à VOA, a assembleia de Funcionários do Tribunal Supremo pede a intervenção do Presidente da República.

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