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Oposição nigeriana continua a denunciar as eleições


Oposição nigeriana continua a denunciar as eleições

Oposição nigeriana continua a denunciar as eleições

A dias da posse do novo presidente advogados do candidato derrotado Muhammadu Buhari tentam impugnar a vitória de Goodluck Jonathan nos tribunais.

A Nigéria está a preparar-se para a tomada de posse do presidente Goodluck Jonathan no Domingo, enquanto os contestadores das eleições do mês passado estavam hoje no Tribunal alegando fraude eleitoral.

A Comissão eleitoral nigeriana com base nos seus dados, indica que o presidente Goodluck Jonathan ganhou mais de 22 milhões de votos, contra os 12 milhões do seu adversário e antigo chefe de estado, o general Muhammdu Buhari.

A candidatura de Buhari afirma que os resultados foram alterados pelo sistema informático da comissão eleitoral que reduziu os votos a seu favor nos Estados do norte e reforçou os de Goodluack Jonathan nos Estados do sul.

Advogados do partido do candidato Buhari foram hoje ao Tribunal onde pretendem apelar a Comissão Nacional Eleitoral Independente para reapreciar as provas de acusação que segundo eles iriam provar cientificamente que os votos foram roubados. Abubakar Malami é um desses advogados.

“Quisemos até agora usar os dados que foram fornecidos pela Comissão Eleitoral, com relação as impressões digitais nos boletins de voto, para ver se combinam de facto com as dos eleitores registados em várias assembleias dos votos e que tinham na verdade votado nas eleições.”

O Partido Democrático do Povo do presidente Goodluck Jonathan tem ganho as eleições presidenciais desde o retorno do país ao poder civil em 1999. O advogado dessa formação política Joe Kyari Gadzama diz estar confiante que a vitória de Jonathan vai ser outorgada.

“É nossa esperança que o dia de hoje vai ser um dia normal, porque no passado tivemos procedimentos similares e tudo correu bem.”

Os tribunais nigerianos levaram vários meses no passado a decidir sobre anteriores contenciosos eleitorais, e a candidatura de Buhari adianta que no caso actual não há indicações de que os juízes estão proceder com celeridade para que seja correspondida a vontade dos eleitores.

A Human Rights Watch indicou num relatório dias depois das eleições, que pelo menos 800 pessoas foram mortas durante a violência pós-eleitoral entre os muçulmanos pró-Buhari e apoiantes de Jonathan na sua maioria cristãos.

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