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UNITA adverte que Angola pode viver revolta popular

  • António Capalandanda

Adalberto da Costa Júnior, secretário da UNITA

Adalberto da Costa Júnior, secretário da UNITA

Os processos democráticos em Angola ficaram desequilibrados com as eleições de 2008

Adalberto da Costa Júnior, Secretario Nacional para o Património da UNITA, disse em Benguela que, o país pode enfrentar uma revolta popular à semelhança do que aconteceu na Tunísia, se o Parlamento Angolano vier a chumbar a proposta de lei eleitoral apresentada a Assembleia Nacional pelo maior partido na oposição angolana.

Falando a imprensa o politico referiu que, os processos democráticos em Angola ficaram desequilibrados com as eleições de 2008, que foram uma fraude, lembrando que o seu partido aceitou os resultados eleitorais para assegurar a estabilidade dum país que saiu de um longo período de conflito armado.

Para o dirigente partidário, “Angola precisa de uma nova Lei Eleitoral que se conforme com os princípios democráticos, ao contrario do que decorreu em 2008.”

Adalberto da Costa Júnior informou que o projecto Lei da sua formação partidária regula apenas as eleições gerais e não as autarquias, defendendo que, o registo eleitoral seja executado pelo Ministério da Justiça e não pelo Ministério Administração do Território, e certificado pela Administração Eleitoral e fiscalizado pelos partidos políticos.

Considera fundamental a publicação anual pela Comissão Nacional Eleitoral a declaração de certificação dos cadernos eleitorais, actualizados.

O projecto de lei, que se apresenta dividido em 10 títulos e 20 capítulos, num total de 284 artigos, realça a obrigatoriedade dos cadernos eleitorais em todas as assembleias de voto e controlo da identidade biométrica do eleitor, acrescida da tinta indelével como garantia da identidade e da não repetição do voto.

A UNITA no seu projecto lei exige a criação de uma Comissão eleitoral Independente do poder executivo.

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