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Lundas: Líder tradicional confirma expulsão de Filipe Malakito


Bandeira do reino das Lundas

Bandeira do reino das Lundas

Porta-voz do rei da Lunda Tchokwe pôe de parte a possibilidade de reconciliação imediata

Um líder tradicional da Lunda confirmou a expulsão de Jota Filipe Malakito de presidente da Comissão do Protectorados das Lundas, uma organização que luta por uma maior autonomia da região.

A declaração vem assim confirmar que a organização está agora dividida em duas facções e que é remota a possibilidade de uma reconciliação.

Conforme nos noticiamos oportunamente Malakito foi expulso da organização pouco apos ter sido libertado pelas autoridades angolanas depois de meses de cativeiro.

Foi apos a sua libertação que ele foi acusado de ter sido subornado pelas autoridades angolanas o que levou á sua expulsão.

Na semana passada Jota Filipe Malakito disse á Voz da América que continuava a ser presidente da organização. Malakito disse que havia convocado uma reunião com aqueles que o haviam expulso para que estes apresentassem provas da seu alegado suborno por parte das autoridades angolanas e que os seus acusadores não tinha comparecido.

Malakito disse que era o fundador da Comissão do Protectorado das Lundas e que continuava a ser o seu presidente.

Um porta-voz da comissão que gestão que se opõe a Malakito, Gideão dos Santos disse na altura que são os líderes tradicionais quem têm poderes para decidir sobre o futuro dos dirigentes da organização e que estes tinham decidido no afastamento de Jota Filipe Malakito.

Um desses dirigentes tradicionais Mwene Capenda Camulemba que é também porta-voz do rei da Lunda Tchokwe Muatchissengue Watembo confirmou que Malakito tinha sido expulso e que o movimento “não é propriedade de nenhum doutor ou engenheiro” mas é sim um movimento liderado pelos dirigentes tradicionais.

Malakito deveria assim dialogar com esses dirigentes tradicionais, acrescentou.

Camulemba pôs de parte a possibilidade de um encontro com Malakito para se resolver os diferendos mas acrescentou que não era de pôr de parte a possibilidade de no futuro e “após a comissão fazer o seu trabalho” haver a possibilidade de um esforço de reconciliação.

Mwene Capenda Camulemba disse ainda á Voz da América que não considerava o movimento como um partido politico angolano e que o objectivo é a independência da Lunda Tchokwe

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