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Delegação americana em Pyongyang avalia crise alimentar


Delegação americana em Pyongyang avalia crise alimentar

Delegação americana em Pyongyang avalia crise alimentar

Governo americano tenciona retomar ajuda alimentar a Coreia do Norte, mas um grupo de senadores apela à cautela

Uma delegação americana chefiada pelo embaixador Robert King, encarregue por questões dos direitos humanos na Coreia do Norte, chegou hoje a Pyongyang com vista a analisar a situação alimentar naquele país.

A Coreia do Norte autorizou pela primeira vez a visita da equipa americana depois de relatos de que mais de 6 milhões de norte-coreanos estão a viver na indigência.

A delegação dirigida pelo embaixador Robert King é composta de 4 outras personalidades, e a sua missão principal é avaliar a situação alimentar norte-coreana, e determinar se os Estados Unidos devem ou não retomar a ajuda alimentar à Coreia do Norte.

A comitiva deverá permanecer em Pyongyang o mais tardar até Sábado, mas fontes do governo americano disseram que alguns dos seus membros deverão ficar por mais alguns dias de forma a avaliar em caso de necessidade, a situação nas regiões mais remotas da Coreia do Norte.

Diplomatas norte-coreanos fizeram recentemente apelos de urgência alimentar. O Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas estima que mais de seis milhões de norte-coreanos estão em situação de penúria alimentar.

Daniel Pinkston da International Crisis Group em Seoul, diz não haver dúvidas de que a Coreia do Norte não tem meios para alimentar a sua população.

“O debate actualmente é sobre a severidade da situação, e se este ano é pior em relação ao ano passado ou aos anos anteriores. E penso ser isso que a equipa americana vai tentar de apurar. Eles tentarão de confirmar alguns factos e dados do PAM. E de seguida e com certeza virá a decisão política de como se avançar.”

Tanto nos Estados Unidos e na Coreia do Sul tem havido reticências acerca das implicações de fornecimento de ajudas alimentares a um país dirigido por um regime comunista.

Para os que apoiam a ideia, ela poderá encorajar a abertura política do país ou ainda a obter concessões de Pyongyang em matéria nuclear ou em questões humanitárias. Quanto aos que se opõem ao fornecimento de ajuda alimentar, a negação de apoio de géneros alimentícios pode conduzir ao colapso do governo norte-coreano descrito como repressivo.

Quatro proeminentes senadores americanos enviaram uma carta a Secretária do Estado Hillary Clinton apelando a precauções, ao mesmo tempo que levantaram interrogações sobre as conclusões do relatório do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas. Esses senadores consideram que Pyongyang pode estar a usar a ajuda alimentar como arma política, e que toda e qualquer retoma da assistência americana nesse domínio deve ter lugar apenas depois de consultas aos aliados de Washington na Coreia do Sul e no Japão.

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