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Mali: Tuaregues pró-Kadhafi forçaram o golpe de Estado

  • Margaret Besheer

Militares golpistas malianos barricando a passagem de acesso ao palácio presidencial em Bamako, 22 de Março

Militares golpistas malianos barricando a passagem de acesso ao palácio presidencial em Bamako, 22 de Março

Conselho de Segurança das Nações Unidas apela o regresso à ordem constitucional e a protecção do presidente Amadou Toumani Touré

As Nações Unidas afirmaram ontem que um grande número de antigos oficiais Tuaregues do exército líbio da era Kadhafi regressam ao Mali e alimentaram a insurreição que conduziu a aparente queda do presidente maliano democraticamente eleito Amadou Toumani Touré.

A correspondente da VOA na ONU, Margaret Besheer reporta que o Conselho de Segurança apelou entretanto para a restauração da ordem constitucional no Mali.

O chefe do órgão político da ONU, Lynn Pascoe fez um breve resumo da situação no Mali aos membros do Conselho de Segurança, e mais tarde confirmou a jornalistas a ocorrência de um golpe de Estado naquele país e aproveitou a ocasião para fazer o eco do apelo do secretário-geral das Nações Unidas para o regresso imediato a ordem constitucional.

O funcionário da ONU disse haver uma correlação entre o derrube do governo de Muammar Kadhafi na Líbia e o êxodo de combatentes tuaregues de regresso ao Mali.

“Bem, com certeza que há uma relação porque muitos dos tuaregues, muitos deles, tinham ido a Líbia porque podiam ganhar mais dinheiro trabalhando no exército e noutras áreas. Foram bem recebidos pelo regime de Kadhafi. Pensamos que entre 1500 a 2000 desses tuaregues regressaram ao Mali. Alguns na verdade chegaram a fazer parte da alta chefia do exército líbio, e portanto não há dúvidas. E eles regressaram com armas.”

Lynn Pascoe adianta que quando esse grupo de tuaregues regressados juntou-se a rebelião tuaregue maliana uma força que tinha sido debilitada há vários anos, surgiu um novo desafio para o exército do Mali.

“Eles trouxeram sem dúvidas mais poder de combate e forçaram esta operação que foi difícil para o exército do Mali travar. E mais, pelo menos no seu comunicado a junta militar diz que uma das razões que conduziu ao golpe foi a frustração e raiva das forças armadas que se sentiam com a falta de um apoio forte na luta contra os tuaregues.”

O Conselho de Segurança condenou energicamente a tomada de poder por alguns elementos das forças armadas no Mali. O mesmo órgão da ONU apelou aos golpistas a assegurarem a protecção do presidente Amadou Toumani Touré e a regressarem aos quartéis. O conselho de Segurança exigiu igualmente a restauração imediata da ordem constitucional e do governo democraticamente eleito.

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