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Angola: Não houve passividade da polícia - diz ministro do interior

  • Eugénio Teixeira

Manifestante espancado pela polícia, socorrido em plena via pública durante uma manifestação no ano passado (Arquivo VOA)

Sebastião Martins reagiu às críticas que acusam a policia de não ter protegido cidadãos durante a manifestação de Luanda

O ministro angolano do interior, Sebastião Martins negou que a polícia agiu de forma passiva e que permitiu a um grupo de individuos não identificados a agredir manifestantes em Luanda durante a manifestção do passado 10 de Março.

Numa conferência de imprensa realizada ontem para fazer o balanço da visita que efectuou a Cabo-Verde, Sebastião Martins rejeitou as críticas segundo as quais a passividade da polícia terá facilitado a agressão de civis por parte de um grupo de homens que segundo as vítmas agiram a mando do poder.

Os agredidos participavam num protesto anti-governamental.

Sebastião Martins considera que a actuação da policia angolana vai no sentido de manter a ordem e proteger os cidadãos, neste caso, actuando dentro da lei.

O Bloco Democrático uma coligação de partidos da oposição angolana, condenou as declarações do ministro, que fez lembrar que está em curso um inquérito à actuação da polícia durante a referida manifestação no passado dia 10 de Março.

Em declarações que pode ler e ouvir clicando aqui, o presidente do Bloco Democrático, Justino Pinto de Andrade, disse que o anunciado inquérito será uma "palhaçada".

O ministro do Interior reconheceu entretanto que durante os incidentes houve situações que de facto ultrapassaram a capacidade de resposta que todos esperavam, mas garantiu que a polícia teve a actuação possível.

Para além de reforçar a cooperação no domínio policial, Sebastião Martins e a sua homologa cabo-verdiana, Marisa Morais, assinaram um protocolo destinado à facilitação na concessão de vistos ordinários, bem como ao reconhecimento recíproco de Cartas de Condução.

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