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PAICG não tem medo da segunda volta


Carlos Gomes Júnior, candidato do PAIGC à presidência.

Carlos Gomes Júnior, candidato do PAIGC à presidência.

Os Estados Unidos constataram, de uma forma geral, que o acto eleitoral do dia 18 de Março, na Guiné-Bissau, foi aberto, livre e justo.

Os Estados Unidos constataram, de uma forma geral, que o acto eleitoral do dia 18 de Março, na Guiné-Bissau, foi aberto, livre e justo.

Em comunicado, Washington anota, todavia, com preocupação as alegações de fraudes anunciadas e, por isso, exorta a Comissão Nacional de Eleições e as autoridades judiciais a examinarem cuidadosamente de forma justa, transparente e célere, as reclamações “apresentadas”. Os Estados Unidos da América insta ainda as partes a absterem-se de qualquer violência ou declarações “inflamatórias” e a mostrarem respeito pelos sistemas eleitoral e judicial estabelecidos.

Enquanto isso, o PAIGC, pela voz do seu porta-voz, Óscar Barbosa, já veio dizer que está preparado para uma segunda volta com qualquer candidato que aparecer pela frente.

Por seu lado, Kumba Yala, candidato apoiado pelo Partido da Renovação Social, do qual é presidente, continua a rejeitar os resultados provisórios anunciados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) e que dita uma segunda volta com Carlos Gomes Júnior,que obteve maior percentagem no escrutínio do dia 18 de Março.

Contra todas as avaliações de Missões de Observação Internacional, a frente única de cinco candidatos continua a exigir anulação do pleito eleitoral, alegando graves irregularidades. Irregularidades sobre as quais a Comissão Nacional de Eleições disse não ter recebido quaisquer reclamações antes da publicação dos aludidos resultados. Aliás, foi na tarde de sexta-feira que os cinco candidatos apresentaram reclamações junto a CNE.

Num outro desenvolvimento - e porque a questão de segurança representa, de momento, uma maior preocupação, não só dos guineenses como também de organizações internacionais- a Voz de América soube que delegações da CEDEAO e das Nações Unidas, na pessoa do representante do Secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau, Joseph Mutaboba, estiveram, na sexta-feira, no Estado-maior General das Forcas Armadas, aqui em Bissau. Encontros antecedidos da reunião que o Tenente-General, António Indjai manteve com chefias de ramos das Forcas Armadas, na perspectiva de assegurar o clima político, algo tenso, e que está marcar o país na decorrência das eleições presidenciais antecipadas do passado domingo.

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