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Abílio Kamalata Numa, Adalberto da Costa Júnior e Rafael Savimbi aparecem como possíveis sucessores

A Comissão Política da UNITA iniciou nesta quinta-feira, 14, uma reunião de dois dias em Luanda em que o futuro de Isaías Samakuva na presidência do partido é um dos pontos em análise.

O balanço das eleições de 23 de Agosto é outro ponto da agenda.

UNITA discute futuro de Isaías Samakuva - 2:27
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A UNITA chega à reunião da Comissão Política dividida entre a saída e a permanência de Isaías Samakuva na presidência de um partido que, dizem analistas, deve ter na coesão o ponto forte para os desafios impostos pelo novo ciclo político em Angola.

Em vários pronunciamentos, altos dirigentes do ‘’galo negro’’ dão primazia ao balanço da prestação nas eleições de 23 de Agosto, mas não há como perder de vista a possibilidade de um congresso extraordinário para uma eventual troca de cadeiras.

São poucos, diz o analista Alexandre Solombe, os membros da UNITA que pressionam Isaías Samakuva para formalizar o adeus junto dos órgãos competentes.

Um deles, o general Abílio Kamalata Numa, antigo deputado à Assembleia Nacional, diz mesmo que não está à espera de um cenário diferente.

"Esperemos que concretize a renúncia, desta feita junto dos órgãos de jurisdição do nosso partido. É preciso concretizar o processo’’, sublinha Numa que à margem da reunião de hoje garantiu estar disponível para concorrer à liderança no congresso extraordinário.

Em sentido contrário, lembra Solombe, a corrente a tentar amarrar Isaías Samakuva na presidência tem mais visibilidade.

‘’Noto que tem sido mais expressiva, mais manifestante e mais aberta. Quanto aos que dizem que ele deve retirar-se, em obediência à sua palavra, tenho visto poucas pessoas. Mas tudo vai depender do debate que a Comissão Política vai suportar, no final vence a corrente que conseguir convencer a assembleia’’, vaticina Solombe.

Quanto a Adalberto da Costa Júnior e Rafael Massanga Savimbi, colocados na linha da sucessão de Samakuva, o analista, conhecedor dos corredores do segundo maior partido, sublinha que há potencialidade, mas lembra que não é tudo.

"Todos têm potencial. No caso do mais novo (Rafael), eu acho que não deve queimar etapas, deve esperar pelo fim dos conflitos que associam, inevitavelmente, o seu nome ao apelido. Mas também é ver se Adalberto consegue navegar por outras águas, não necessariamente as urbanas’’, diz Solombe.

Na abertura da reunião, Isaías Samakuva olhou para fora, após ter reafirmado que a Comissão Política vai definir o futuro do partido, ao defender que o Presidente da República deve avançar para acções práticas, conhecida que é a sua aversão ao fenómeno corrupção.

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