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Directora executiva da ONU Mulheres preocupada com a violência em Moçambique

  • Ramos Miguel

Phumzile Mlambo-Ngcuka (de preto) em Maputo.

Mlambo-Ngcuka encontrou-se, entre outros, com a presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo, para promover os direitos da mulher, o que inclui a luta contra a violência.

Moçambique deverá adoptar estratégias efectivas para acabar com a violência contra a mulher, disse em Maputo, a directora-executiva da ONU Mulheres,Phumzile Mlambo-Ngcuka.

As estatísticas oficiais indicam que em cada 10 moçambicanas, seis são sujeitas a maus tratos, incluindo ofensas físicas e morais.

Testemunho dessa violência é de Marta Rafael, 35 anos, que contou contou à VOA que foi, na semana passada, agredida e expulsa de casa pelo seu marido, que tem outra mulher.

Situações do género, disse Mlambo-Ngcuka, agravam a situação das mulheres desfavorecidas, e, no geral, a violência baseada no género está a colocar em causa o respeito pelos direitos humanos das mulheres e raparigas.

A sociedade, disse Mlambo-Ngcuka, deve-se preocupar com a violência contra a mulher.

Na visita de dois dias à Moçambique, Mlambo-Ngcuka encontrou-se, entre outros, com a presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo, para promover os direitos da mulher, o que inclui a luta contra a violência.

A Associação Moçambicana Mulher, Lei e Desenvolvimento (Muleid) também diz-se preocupada com o aumento do número de casos de violência contra a mulher, apesar das várias acções de sensibilização e de responsabilização daqueles que fomentam essa violência.

“Há muitos casos, todos os dias estamos a elaborar processos...e há muitos casos de agressão fisica, disse Maria Luisa, directora daquela organização.

Em 2016, a MULEID teve de lidar com vários casos de violência contra a mulher. No casos em que o aconselhamento psicológico não resultou em consenso, fez a tramitação dos processos para os tribunais.

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