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Santomense conta a experiência de estudar em universidade brasileira que visa integração internacional

  • Danielle Stescki

Lauro José Cardoso, aluno da Universidade de Integração Internacional da Lusofonia AFRO-Brasileira (UNILAB)

Lauro José Cardoso, de 26 anos, saiu de São Tomé e Príncipe em julho de 2014 para estudar Humanidades na Universidade de Integração Internacional da Lusofonia AFRO-Brasileira (UNILAB) em São Francisco do Conde, Bahia.

Lauro descobriu a UNILAB, instituição pública de ensino superior, através de um amigo. Ele entrou em contato com a universidade pelo Facebook e informou-se sobre o processo seletivo.

Lauro José Cardoso, aluno da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB)
Lauro José Cardoso, aluno da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB)

​Fez a prova, uma redação sobre o impacto da língua crioula santomense na língua portuguesa, e foi aceito pela universidade brasileira.

Hoje ele aguarda ansiosamente a colação de grau, que está marcada para o dia 18 de agosto.

Lauro diz que a experiência tem sido muito enriquecedora e que aprendeu bastante.

"Não só tive o privilégio de conhecer brasileiros de vários lugares, desde o Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, como [estudantes] da Guiné-Bissau, Moçambique, Angola, Cabo Verde e também de São Tomé e Príncipe.

Lauro prepara-se para continuar os seus estudos através de uma especialização ou um mestrado.

Ele informa que a UNILAB tem três câmpus, dois no estado do Ceará e um no estado da Bahia. A sede da instituição está localizada no município de Redenção, Ceará, primeira cidade a decretar oficialmente a abolição da escravatura no Brasil, em 1883.

"[A universidade] tem essa proposta de interiorização e integração com os países lusófonos e africanos. Ela tem também a proposta de agregar alunos brasileiros que estão no interior, de modo a dar mais visibilidade para nós e a eles. Assim podem ter acesso a uma educação melhor."

Confira a entrevista para saber sobre o auxílio que os estudantes africanos podem receber através do Programa de Assistência Estudantil (PAES).

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