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Pequeno empresário são-tomense que trabalha na Ilha de Santiago pede que seu Governo resolva logo a falta de corpo diplomático em Cabo Verde


pequeno empresário Guedson Carvalho Rompão

A independência de São Tomé e Príncipe foi conquistada em Julho de 1975, mas até hoje não há nenhum corpo diplomático para representar os são-tomenses em Cabo Verde, disse o pequeno empresário Guedson Carvalho Rompão.

Rompão, que é estudante de direito na Universidade de Santiago, tem uma micro empresa na área de consultoria e formação. Ele mora em Cabo Verde desde 2012 e por ser são-tomense enfrenta várias dificuldades para ter uma vida normal naquele país.

Segundo ele, há vários são-tomenses em Cabo Verde que estão com os documentos vencidos.

“Um são-tomense que não tenha os documentos ou a sua residência em dia fica impedido em vários setores no que se refere à saúde, à justiça e à educação, ou seja, ele se sente bloqueado porque não pode dar diligência própia àquilo que quer”.

Rompão explica que a única forma de resolver o problema é voltar a São Tomé e Príncipe, o que é praticamente impossível, pois os são-tomenses ganham muito pouco em Cabo Verde.

A situação ficou mais difícil em 2017, porque agora não há mais um meio de transporte que ligue os dois países. A TAAG – Linhas Aéreas de Angola – suspendeu no final do ano passado os vôos diretos entre Luanda e Praia, com escala em São Tomé e Príncipe, alegando que a rota não era rentável.

O pequeno empresário e estudante de advocacia lamenta os alto custos das passagens aéreas, porque agora os são-tomenses precisam ir a Portugal para conseguir voltar a São Tomé.

Rompão explica que os são-tomenses residentes em Cabo Verde não podem nem participar na vida política de seu país, e deixa uma mensagem para os governantes.

“Nós somos são-tomenses e como tal temos direito reconhecido como pessoa. Pedimos aos nossos governantes que nos respeitem como pessoa. Esse problema deveria ser facilmente resolvido”.

Rompão lembra que antes de haver consulado em Portugal o corpo diplomático de São Tomé funcionava num edifício de um cidadão são-tomense.

Em conclusão, ele sugeriu que em Cabo Verde poderia ser feito algo parecido.

Confira a entrevista na íntegra.

Entrevista com Guedson Carvalho Rompão
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