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Pai rapta e tenta vender filho albino em Moçambique

  • André Baptista

Caso acontece na Zambézia

Caso retoma o tráfico de albinos no país

Um homem de 36 anos raptou o seu próprio filho albino para alimentar um negócio de tráfico de órgãos no distrito de Milange, na província moçambicana da Zambézia, num caso que as autoridades consideram como reedição de caça e ataques a pessoas com pigmentação da pele.

Nos últimos dois meses, outras duas crianças albinas foram raptadas e estão desaparecidas, somando três casos contra albinos este ano, disseram à VOA as autoridades de Milange.

Mário Macassa, administrador de Milange, contou que um homem, aproveitando a condição de polígamo e convencido por um amigo intermediário da venda, tirou o seu filho menor de casa, para o entregar num negócio de extração de órgãos.

“Um pai achou que devia vender o filho dele, uma criança recém nascida. A mãe (da criança) ao se aperceber que o marido ia buscar o grupo (de compradores) para entregar o produto (a criança) denunciou-o à polícia e foi recuperada a criança”, revelou Macassa, assegurando que os três casos deste ano ocorrem após longos meses de abrandamento de ataques a albinos.

Após a denúncia, o homem tentou fugir para o Malawi, mas acabou preso junto com o intermediário do negócio quando iam fazer a entrega da criança viva.

O rapto e o assassinato de pessoas portadoras do albinismo tinham caído significativamente em todo o país, sobretudo no distrito de Milange.

Dados fornecidos pela Procuradoria-Geral da República indicam que, em 2016, houve 19 processos relacionados com casos de tráfico humano, dos quais sete tinham como vítimas cidadãos com problemas de albinismo.

Em 2015, dos 38 processos de tráfico humano, 15 tinham relação com albinos.

O rapto, perseguição e assassinatos de albinos e de pessoas calvas são motivados por crenças e superstições, segundo as quais essas pessoas são fonte de riqueza.

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