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Família Obama vai ser vizinha da filha de Donald Trump, Ivanka Trump.

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tem várias opções para ocupar o tempo livre depois de entregar as chaves da Casa Branca no próximo dia 20 de Janeiro.

Apesar de questionado, não disse ainda o que vai fazer, mas sabe-se que gostaria de ter uma equipa de basquetebol, dar aulas e retomar o “activismo” que o caracterizou antes de entrar na política.

A família Obama não quer sair de Washington para que Sasha, a filha caçula não mude de escola.

Pelo menos até 2018, o futuro antigo Presidente dos Estados Unidos viverá no elegante, exclusivo e caro bairro de Kalorama.

Antes de Obama, viveram ali os antigos presidentes americanos Woodrow Wilson, William Howard Taft, Warren Harding, Franklin D. Roosevelt e Herbert Hoover.

Novos vizinhos

Ao passear pelo bairro, Obama também poderá cruzar com figuras de destaque do Partido Democrata, como o ex-congressista Bart Gordon, ou juízes do Supremo Tribunal.

"Acho que foi uma decisão acertada dele mudar-se para cá. Eles estarão rodeados de uma série de gente que continua politicamente activa", afirmou Susan Harreld, moradora de Kalorama que vive perto da futura casa dos Obamas.

A nova casa de Barack e Michelle Obama tem nove quartos, oito casas-de-banha e está avaliada em seis milhões de dólares.

A família vai alugar o imóvel de Joe Lockhart, ex-secretário de imprensa do ex-Presidente Bill Clinton, que mora em Nova Iorque.

Um ponto de reportagem obrigatório para a imprensa é que uma das vizinhas de Obama será nada menos do que a filha do seu substituto, Ivanka Trump, que comprou uma casa em Kalorama em Dezembro.

Trabalho paralelo

Observadores indicam que, depois do dia 20 de Janeiro, Barack Obama poderá continuar o caminho de alguns dos seus antecessores e dedicar-se a escrever livros e dar palestras.

Entre as suas opções, também estão abrir uma fundação para impulsionar causas do seu interesse ou administrar a sua futura biblioteca presidencial, que será instalada em Chicago.

Como antigo Presidente, Obama vai ganhar 200 mil dólares por ano, mais 100 mil para gastar em funcionários e viagens.

"Voltarei a fazer o tipo de trabalho que fazia antes", disse a um grupo de estudantes do Ensino Médio em 2015.

"Ajudar os jovens a educarem-se, ajudar as pessoas a conseguir trabalho e tratar de levar negócios a bairros que não têm oportunidades suficientes de fazer negócios. Esse é o tipo de trabalho que realmente me encanta fazer", afirmou Obama.

Antes e durante o seu mandato, Obama advogou a favor de minorias e por um maior controlo sobre a posse de armas e impulsionou um acordo global sobre mudança climática, entre várias outras causas.

Agora que deixará a Casa Branca, poderá converter qualquer um desses temas em sua bandeira de luta como activista, à semelhança dos seus antecessores democratas, Jimmy Carter, promovendo causas relacionadas à democracia e à paz, ou Bill Clinton, cuja fundação incentiva planos para prevenir doenças de transmissão sexual e envia ajuda humanitária a lugares onde acontecem desastres naturais.

Em várias entrevistas em que se referiu à vida após 20 de Janeiro de 2017, Obama confessou que não gostaria de voltar a exercer o direito, mas gostaria de ter a sua própria equipa na NBA.

"Não acredito que tenha paciência para sentar numa sala e escrever opiniões. Acredito que ser juiz é um pouco monástico para mim, especialmente depois de ter passado oito anos nessa bolha. Tenho de sair dela um pouco mais", disse à revista americana The New Yorker em 2014.

Neste sentido, a possibilidade de ser sócio de uma equipa da NBA parece muito mais atraente para o futuro ex-presidente americano.

"Fiquei a fantasiar sobre poder formar uma equipa e o quão divertido isso seria. Acho que seria genial", disse ele em 2015, admitindo que seria muito difícil que o dono da sua equipa, os Chicago Bulls, aceitasse algum tipo de sociedade.

Além do basquetebol, outra paixão de Obama é ensinar.

"Adoro ensinar. Sinto falta de dar aulas e interagir com os estudantes", admitiu.

Spotify

Por outro lado, se ele preferir uma opção mais extravagante, a oferta de trabalho do Spotify - um serviço de música comercial em streaming - para ser "presidente das listas de reprodução" também está de pé.

Por agora, já é público que ele tem um contrato com a editora Random House para escrever um novo livro de não ficção assim que deixar a Presidência.

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