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Fundo soberano não deve ser politizado, apelam analistas moçambicanos

  • Ramos Miguel

Fundo Soberano poderá impulsionar a agriculra, dizem economistas. Campo agrícola, Tete, Moçambique.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento "será uma boa coisa se for claramente definido e se for gerido com transparência e eficiência", economista João Mosca.

Analistas dizem que o Fundo Nacional de Desenvolvimento anunciado pelo ministro moçambicano da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, já devia ter sido criado “ontem” e que o mesmo não deve ser politizado.

Maleiane afirmou que o mesmo vai ser alimentado da mesma maneira que os outros países alimentam fundos do género - através de receitas extraordinárias resultantes da venda de acções no sector dos recursos minerais.

"Quando a gente recebe as mais valias não é para aumentarmos a despesa e gastar, para depois termos problemas de ajustamento", destacou.

Alguns economistas defendem que as receitas de carvão, gás e outros recursos energéticos devem ser investidos em sectores como a agricultura e infra-estruturas, de modo a que possam contribuir para o desenvolvimento do país.

Maleiane não avançou o valor da dotação inicial deste fundo, que na opinião de vários economistas, deve servir para minimizar o impacto ds volatilidade dos preços das matérias-primas no mercado mundial.

Contudo, há espeulações de que cerca de 350 milhões de dólares das mais valias do negócio entre a ENI e a Exxon Mobile, no contexto do projecto de exploração de gás na bacia do Rovuma, Cabo Delgado, poderão ser aplicados no Fundo Nacional de Desenvolvimento.

Para o economista João Mosca, o Fundo Nacional de Desenvolvimento "será uma boa coisa se for claramente definido e se for gerido com transparência e eficiência, para que possa servir para diminuir os efeitos negativos do mercado internacional sobre a economia moçambicana".

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