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EUA: Exército de advogados prepara-se para luta eleitoral nos tribunais


Um voto pelo correio

Um exército de advogados está a partir de hoje em estado de alerta para lutar por votos ou cancelamento dos mesmos em tribunais através dos Estados Unidos, onde eleitores estão a decidir sobre quem será o próximo Presidente do país.

Quase 100 milhões de eleitores votaram antecipadamente nestas eleições e muitos deles fizeram-no pelo correio e advinha-se que são estes votos que poderão estar no centro de batalhas jurídicas sobre a sua validade.

Muitos estados contam os votos que chegaram aos locais de contagem até hoje, mas muitos outros decidiram que a contagem desses votos se vai prolongar por alguns dias.

Explicativo: O que é o colégio eleitoral?
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O fato de cada estado americano ter as suas próprias leis eleitorais faz com que a situação se complique ainda mais, mas tendo como exemplo o estado da Pensilvânia os Estados Unidos e o mundo poderão ter que esperar vários dias para que os resultados sejam oficializados.

Neste estado os tribunais já decidiram que as autoridades eleitorais têm três dias para contar os votos enviados pelo correio desde que os envelopes estejam carimbados pelos correios até 3 de Novembro.

A decisão local foi autorizada pelo Supremo Tribunal que rejeitou um apelo dos Republicanos algo que o Presidente Donald Trump lamentou afirmando que essa decisão vai permitir “a fraude em grande escala e descontrolada” que “vai minar todo o nossos sistema de leis”.

Votos pelo correio são na maioria de Democratas

Estudos indicam que a maioria dos votos enviados pelo correio são de eleitores do partido Democrata e caso não haja uma vitória substancial sem contar esses votos, estes poderão ser decisivos.

Analistas americanos fazem notar que é aqui onde poderão surgir problemas pois equipas de advogados irão certamente querer verificar os carimbos nos envelopes dos votos e qualquer carimbo que não seja bem visível irá certamente ser alvo de disputa.

As assinaturas nesses votos e ainda os envelopes usados poderão causar problemas. O Supremo Tribunal disse que só podem ser contados os votos que cheguem em “envelopes de segurança” fornecidos pelas comissões eleitorais.

O presidente do Partido Democrata Tom Perez disse que através do país os Democratas vão controlar estritamente todos os votos que possam ser cancelados nos estados considerados vitais ao abrigo de uma estratégia que visa validar esses votos em tribunal caso sejam considerados como capazes de alterar um resultado negativo para o seu candidato.

Na Carolina do Norte houve já uma batalha em tribunal sobre a extensão do prazo de contagem desses votos. Inicialmente o prazo era de três dias após o dia 3 de Novembro, mas os Democratas pediram uma extensão por mais três dias o que foi acordado por um tribunal local apesar das objecções dos Republicanos.

A Carolina do Norte é considerada um estado crucial para Donald Trump.

No Minesota qualquer voto que chegue após o dia de hoje será “segregado” dos outros por se temer acções em tribunal sobre a sua validade.

No Nevada um tribunal rejeitou um pedido dos Republicanos para se limitar o tempo de contagem dos votos pelo correio na cidade de Las Vegas onde o eleitorado tende a favorecer os Democratas num estado que é tradicionalmente Republicano.

O Departamento de Justiça anunciou que decidiu enviar pessoal da sua divisão dos direitos cívicos para monitorizar o processo em várias zonas do pais incluindo as cidades Filadélfia, Miami, Detroit e Houston.

Só vitória clara poderá evitar luta nos tribunais

Para qualquer dos candidatos todos estes potenciais conflitos serão evitados se houver uma vitória clara na contagem inicial dos votos que tornem os votos atrasados chegados pelo correio irrelevantes.

Jason Miller um dos diretores da campanha de Donald Trump disse que os Democratas aceitam que provavelmente estarão atrás na contagem inicial dos votos e querem depois ver se isso alterado nos destacados cruciais com a contagem dos votos atrasados.

“Se você falar com muito Democratas eles acreditam que o Presidente Trump estará à frente na noite das eleições com cerca de 280 votos no colégio eleitoral e vão depois tentar anular isso depois das eleições”, disse Miller.

“Nós acreditamos que vamos ter 290 votos do Colégio eleitoral na noite das eleições e que portanto não interessa o que possam querer fazer com acções em tribunal e outras coisas sem sentido (porque) vamos ter os votos necessários para ter o presidente Trump reeleito”, acrescentou.

Mas sondagens não indicam isso e é de prever portanto que os advogados dos dois partidos tenham muito trabalho à sua frente nos próximos dias.

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