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Eleições Americanas 2020

Escolha de um juíz para o Supremo Tribunal agita eleições americanas

Multidão em frente ao Supremo Tribunal após o anúncio da morte de Ruth Bader Ginsburg

A uma semana do primeiro debate presidencial, a cena política americana está a atravessar um novo período de agitação agora devido à morte da juíza do Supremo Tribunal, Ruth Bader Ginsburg.

Nos Estados Unidos, o Presidente nomeia os juizes para o Supremo Tribunal que têm um mandado vitalício e essa nomeação tem que ser aprovada pelo Senado que realiza audiências com o candidato.

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Se no passado era normal os candidatos terem votos bi-partidários ao serem aprovados, a radicalização de posições nos últimos anos torna isso quase uma impossibilidade.

A pouco mais de um mês das eleições presidenciais e legislativas marcadas por discussões rancorosas de ambas as partes, a morte de Ginsburg e a nomeação de um novo juíz vai sem dúvida servir para aprofundar mais essas divisões.

Sharon Bream, que cobre o Supremo Tribunal para a cadeia de televisão Fox News, disse que esta nomeação tem um impacto maior do que as anteriores porque “isto é substituir a mais alta e forte líder do bloco liberal no tribunal nas últimas décadas por alguém que terá ideias filosóficas e judiciais completamente diferentes sobre como interpretar a constituição e o texto das leis”.

“(Quem for nomeado pelo presidente terá) uma filosofia totalmente diferente e portanto será substancialmente uma mudança maciça para o tribunal que está dividido nas principais questões”, acrescentou.

A morte de Gisburg deverá também mudar, pelo menos a curto prazo, o debate público e aqueles entre os dois candidatos

As últimas semanas da campanha eleitoral têm estado concentradas nas manifestações violentas que eclodiram em algumas partes do país, nas acusações de racismo institucional e na pandemia do coronavírus.

A dizer contudo que nas sondagens todos esses debates pouco ou mesmo nada modificaram o apoio de um e outro candidato.

Rahm Emmanuel, que foi chefe de gabinete do Presidente Barack Obama, diz que a introdução do novo tema não trará modificações.

“Eu penso que isto vai ter mais impacto nas eleições para o Senado do que na eleição presidencial”, disse.

Ao falar no mesmo programa na cadeia de televisão ABC , Chris Christie antigo governador republicano de Nova Jérsia não concorda e afirma que terá impacto nas eleições para o Senado, mas irá também afetar a corrida presidencial.

Para Christie, esta questão traz para o centro do debate a pergunta sobre em quem é que o eleitorado confia para escolher um possível novo juíz.

“Vai dar às pessoas muito que conversar antes do debate e penso que o debate (entre Donald Trump e Joe Biden) será agora um pouco diferente”, disse Christie.

O primiero debate presidencial é no próximo dia 29.

Não há qualquer dúvida agora que o Presidente vai anunciar a sua escolha ns próximos dias, independentemente da oposição dos democratas que argumentam que deverá ser o próximo Presidente a escolher o candidato ao tribunal.

Depois da escolha ser anunciada, caberá ao líder do Senado estabelecer um calendário para o debate e votação.

A seis semanas das eleições este processo terá que ser feito rapidamente.

Caso contrário, pode-se ter um cenário em que se os democratas ganharem o controlo do Senado nas eleições, tendo em conta que a posse dos senadores será só em Janeiro, uma maioria já derrotada irá escolher o novo juiz, que já se sabe será uma juíza.

E isso seria algo de inédito na história dos Estados Unidos.

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Trump revela ter cinco candidatas ao Supremo Tribunal e que a escolhida será anunciada no fim de semana

Presidente Donald Trump

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira, 21, que tem cinco nomes na sua lista de prováveis candidatas ao lugar deixado vago por Ruth Bader Ginsburg (RBG), falecida no passado dia 18, e que deve fazer o anúncio da sua candidata na sexta-feira ou sábado, após os funerais de RBG.

Amy Coney Barrett, Barbara Lagoa e Allison Jones Rushing integram a lista, segundo Trump que recusou citar as outras duas juízas, em entrevista ao programa “Fox & Friends”, da cadeia televisiva Fox News.

“O resultado final é que vencemos a eleição, temos a obrigação de fazer o que é certo e agir o mais rápido possível”, disse Trump, rejeitando o pedido do seu adversário na eleição presidente de 3 de novembro, o ex-vice-presidente Joe Biden, segundo o qual o Presidente eleito é quem deve escolher o future integrante do Supremo Tribunal.

Trump acrescentou que o Senado, controlado pelos republicanos, deve confirmar o nome por ele indicado antes da eleição, daqui a seis semanas.

“Queremos prestar homenagem, parece que teremos serviços na quinta ou sexta-feira, pelo que entendi, e acho que deveríamos, com todo o respeito pela juíza Ginsburg, esperar pelo fim dos serviços”, funerários, alertou o Presidente.

Supremo conservador

A escolha de mais um conservador para o Supremo Tribunal, o terceiro apontado por Donald Trump desde a sua posse em 2017, marcará o futuro do órgão por décadas, passando a ter uma relação de seis juizes conservadores e três liberais.

Os democratas e analistas temem que um Supremo Tribunal totalmente conservador possa mudar o rumo do país em temas como o aborto, imigração, saúde, direitos de voto, restrições à posse de armas, liberdade religiosa, entre outros.

Trump citou a relativa juventude de suas três escolhas identificadas - Barrett tem 48 e Lagoa tem 52 - e disse que qualquer um deles poderia servir na corte por décadas.

A indicada pelo Presidente deve ter o apoio imediato dos legisladores republicanos no Senado, que são 53 senadores, contra 47 dos democratas.

São necessários 51 votos para passar a proposta de Trump e, em caso de empate, o vice-presidente Mike Pence, que nesses casos funciona como presidente do Senado, vota para desempatar.

Dissidências

Entretanto, as senadoras republicanas Lisa Murkowski, do Alasca, e Susan Collins, do Maine, já disseram que se opõem a qualquer votação a pouco mais de um mês das eleições.

Agora, os olhos dos democratas estão centrados nos nos senadores Mitt Romney, do Utah, e Chuck Grassley, de Iowa.

Os democratas, com o candidato à Presidência Joe Biden à cabeça, defendem que seja o Presidente a sair da eleição de 3 de novembro a escolher a futura juiza.

Biden fez um apelo direto aos senadores para não votarem qualquer nome indicado pelo Presidente e lembrou que, em 2016, a nove meses das eleições, o mesmo líder do Senado, o republicano Mitch McConell, recusou levar a votos um indicado de Barack Obama ao órgão por alegar que era um ano eleitoral.

Trump e Biden "caçam" votos em Minnesota

Joe Biden e Donald Trump

O Presidente americano Donald Trump e o candidato democrata à Presidência, Joe Biden, encontram-se nesta sexta-feira, 18, no Estado de Minnesota, um dos denominados “campos de batalha” para a vitória na eleição de 3 de novembro.

Em 2016, Trump perdeu por uma margem pequena frente a Hillary Clinton, mas pretende agora conquistar o voto do Estado, onde, de acordo com as pesquisas, Biden tem uma vantagem de 10, 2 por cento, até o momento.

O Presidente, que é candidato à sua reeleição pelo Partido Republicano, vai realizar um comício de campanha num aeroporto de Bemidji, ao anoitecer, enquanto o democrata Joe Biden visitará o centro de capacitação de um sindicato de Duluth antes de fazer um discurso.

O Estado esteve no centro das manifestações recentes contra o racismo e a violência policial no país, por ter sido palco do assassinato do afro-americano George Floyd por um polícia branco a 26 de maio.

A morte desencadeou tumultos civis generalizados que duraram meses abalaram ainda mais uma nação já assolada pela pandemia de coronavírus.

Eleições Americanas: O poder dos debates

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