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Eleitores impedidos de votar em Bocoio, em Benguela

  • João Marcos

Cidade Benguela

Na província de Benguela, a terceira praça eleitoral em Angola, várias dezenas de cidadãos optaram por não votar devido ao que está a ser considerado de «deslocamento» de assembleias de voto, soube a VOA no local.

Eleitores oriundos do município de Bocoio, percorreram 110 quilómetros até chegaram à cidade de Benguela, onde foram informados de que teriam que fazer nova viagem para o direito de voto pelo que decidiram regressar.

Conforme explicaram, teriam de efectuar nova viagem, de 60 quilómetros, até à localidade do Kapilongo, indicado pela Comissão Provincial Eleitoral.

"Depois do primeiro esforço, não mais viajamos para votar», disse um desses eleitores que pediu anonimato, acrescentando que outros munícipes com nomes longe da área de registo nem sequer deixaram a sede e comunas de Bocoio.

A Administração Municipal chegou a disponibilizar viaturas para a viagem a Benguela, mas os eleitores decidiram não votar, já que, disseram, "estas coisas não se aceitam".

Foi possível observar que sete horas após a abertura das urnas que as assembleias registavam pouca afluência quando analisado com o cenário de há cinco anos.

O governador provincial, Rui Falcão, procedeu à abertura, por volta das sete horas, e logo depois seguiu para o Namibe, onde efectuou o registo, para exercer o seu direito de voto.

O Bispo Emérito de Benguela, Dom Óscar Braga, disse esperar que os resultados venham a ser aceites pelos concorrentes, ao passo que vários políticos faziam apelos ao voto.

Não há registo de desacatos, pelo que a forma como decorre o processo continua a ser bastante elogiada pelos observadores eleitorais.

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