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António Rosário assume ter expulso auditores da Kroll do seu escritório em Maputo

  • Redacção VOA

EMATUM, uma das empresas envolvidas

Presidentes das empresas públicas envolvidas nas "dívidas ocultas" diz ser a "Pessoa A" constante do relatório

O presidente das três empresas estatais moçambicanas envolvidas nas chamadas "dívidas ocultas", António do Rosário, confirma ter expulso do seu escritório os auditores da empresa holandesa Kroll por, alegadamente, “quererem detalhes sobre questões da segurança do Estado”.

A revelação foi feita nesta sexta-feira, 30 de Junho, pela agência de notícias financeiras Bloomberg que teve acesso a uma carta na qual Rosário diz ser ele a “Pessoa A”, citada no relatório como sendo o “pivot” dos empréstimos.

No relatório da auditoria da Kroll, a tal “Pessoa A” é apontada como não tendo dado informação e não estar disponível.

Na carta, o presidente da Ematum, MAM e Proindicus afirma que a gestão das empresas enfrentou alguns obstáculos que estavam fora do seu controlo.

António Rosário, no entanto, não poupa críticas à consultora Kroll, ao escrever que “sabemos quem realmente são e o que eles querem".

"Estou feliz em ver a forma muito negativa que eles me atacam porque isso prova que não cedemos a pressões e não temos medo", continua Rosário, para quem, escreve, “a nossa independência económica está em jogo”.

"A luta continua! Independência económica ou morte, vamos ganhar”, remata o presidente da Ematum, MAM e Proindicus na carta revelada pela Bloomberg, na qual reitera ter expulso os auditores do seu escritório.

O sumário executivo da auditoria realizada pela Kroll às chamadas “dívidas ocultas” revelado no dia 24 confirmou a existência de dívidas no valor de dois mil milhões de dólares e um montante de 500 milhões de dólares em parte incerta.

Rosario garante que a administração das empresas fará o que for necessário para torná-las bem-sucedidas e que os barcos comprados com os empréstimos foram necessários para proteger as costas do país dos piratas que desenvolvem muitas actividades ilegais nas costas da África Oriental e Austral.

A auditoria, ainda segundo a Bloomberg, concluiu que a “Pessoa A”, que António Rosário assumiu ser ele, geriu mal as três empresas, atrasando a entrega dos projectos,

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