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Acordo comercial Transpacífico avança sem os Estados Unidos


Líderes da APEC

Países do acordo comercial Parceria do Transpacífico (TPP, na sigla em inglês) concordaram com os elementos centrais para ir adiante sem os Estados Unidos, disseram autoridades neste sábado, 11 Novembro.

Levar o acordo adiante é um impulso para o princípio de pactos de comércio multilaterais após o Presidente norte-americano Donald Trump abandonar o TPP no início de 2017, a favor da sua política “America First”, que ele acredita que salvará empregos nos EUA.

As negociações - geralmente acaloradas - têm ocorrido à margem da cimeira Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC, na sigla em inglês) no Vietname, onde Trump e outros líderes participam na sua principal reunião neste sábado.

Os membros do TPP avançaram com o acordo, mesmo depois de uma resistência de última hora do Canadá, que levantou dúvidas sobre a sobrevivência do mesmo

“Nós superamos a parte mais difícil”, disse o ministro do Comércio do Vietname, Tran Tuan Anh, em coletiva de imprensa.

O acordo, que ainda precisa ser finalizado, pode agora ser chamado de Acordo Compreensivo e Progressivo para a Parceria Transpacífico (CPTPP, na sigla em inglês), disse o ministro.

O ministro da Economia japonês, Toshimitsu Motegi, disse esperar que avançar com o acordo represente um passo para ter os Estados Unidos de volta.

Parcialmente para conter a dominância crescente da China na Ásia, o Japão tem feito lobby pelo pacto TPP, que visa eliminar taxas sobre produtos industriais e agrícolas no bloco de 11 países, cujo comércio somou 356 mil milhões de dólares em 2016.

Cerca de 20 disposições do acordo original foram suspensas. Elas incluem algumas relacionadas à protecção de direitos do trabalhador e do meio ambiente, ainda que a maioria fosse relacionada à propriedade intelectual - um dos principais pontos de adesão após a retirada dos EUA.

“O impacto geral na maioria das empresas é bem modesto”, disse Deborah Elms, do instituto de pesquisa Asian Trade Centre, acrescentando que a nova versão era “essencialmente idêntica ao documento original”.

Qualquer tipo de acordo parecia duvidoso na sexta-feira, quando uma reunião entre os líderes do TPP foi cancelada após o não comparecimento do primeiro-ministro canadense Justin Trudeau. O ministro do Comércio canadense culpou mais tarde a ausência de Trudeau a um “mal entendido sobre o calendário”.

O Canadá, que tem a segunda maior economia dos países do TPP após o Japão, afirmou querer garantir um acordo que protegesse empregos.

A posição do Canadá ficou ainda mais complicada pelo facto de estar simultaneamente renegociando o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) com a administração Trump.

Em discurso em Danang, Vietname, Trump enviou uma forte mensagem de que estava interessado apenas em acordos bilaterais na Ásia que não colocassem os Estados Unidos em desvantagem.

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