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Moçambicanos refugiam-se no Malawi para escapar da violência das forças governamentais, diz a Freedom House


Crianças moçambicanas no campo de refugiados, Malawi.

Crianças moçambicanas no campo de refugiados, Malawi.

Mentores da violência deverão ser responsabilizados.

As Forças governamentais estão a cometer graves violações de direitos humanos, resultando na contínua fuga de milhares moçambicanos para o vizinho Malawi, diz um novo relatório da organização americana Freedom House.

Intitulado “Moçambique, Refugiados e Violência no acampamento de Luwani”, o relatório reafirma as inquietações de moçambicanos que fugiram na sequência do conflito entre as forças do governo e da Renamo.

Na altura da pesquisa, mais de 2.300 moçambicanos viviam no acampamento de Luwani.

Os entrevistados da Freedom House disseram que começaram a abandonar as suas casas em, 2014, fugindo de assassinatos, violência sexual e raptos levados a cabo pelas forças governamentais.

Mais de metade dos que estão no acampamento de Luwani confirmou ter sido vítima de ataques das forças governamentais nas localidades, sendo grande grupo da província de Tete.

A Freedom House diz que contrariamente ao que foi noticiado, muitos refugiados moçambicanos não regressaram ao seu país.

A maioria de refugiados deseja regressar a Moçambique, mas apenas depois de um acordo formal entre a Frelimo e a Renamo.

Para que os refugiados retornem com garantia de segurança, a Freedom House diz que os mentores da violência deverão ser responsabilizados e um acordo formal de paz deverá ser promovido.

Os refugiados disseram estar seguros no acampamento, embora a alimentação e emprego continuem desafios.

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