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Governo de transição da Líbia declara a "libertação" do país


Mustafa Abdel Jalil, presidente do Conselho Nacional de Transição, anunciando a "libertação" da Líbia

Mustafa Abdel Jalil, presidente do Conselho Nacional de Transição, anunciando a "libertação" da Líbia

Autoridades vão utilizar lei islâmica como fonte do novo sistema judicial

O Conselho Nacional de Transição da Líbia (CNT) declarou a "libertação" do país, após 42 anos de regime chefiado por Muammar Kadhafi.

O presidente do Conselho, Mustafa Abdul-Jalil, disse que a revolução líbia foi encorajada e protegida por deus e exortou os seus compatriotas a mostrarem "paciência, honestidade e tolerância", após a morte de Kadhafi, na quinta-feira.

Depois de anunciar que a sharia, ou lei islâmica, será a fonte do novo sistema judicial da Líbia, Abdul-Jalil ajoelhou-se junto ao pódio onde falava e rezou.

O presidente do CNT anunciou que todas as leis não conformes com os ensinamentos do Islão serão revogadas, durante uma cerimónia modesta em Bengazi, berço da resistência ao regime de Kadhafi.

Agradeceu aos combatentes que lutaram contra as forças de Kadhafo durante os últimos oito meses, e anunciou benefícios especiais para todos os militares e civis que pegaram em armas para "libertar o país".

Entretanto, o primeiro-ministro do CNT, Mahmoud Jibril, disse que já foram iniciadas consultas e negociações entre as várias tribos líbias, em ordem à formação de um novo governo, as quais poderão demorar entre "uma semana a um mês".

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