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Venezuela enfrenta indignação após nova assembleia tomar poder legislativo


O novo super-órgão legislativo da Venezuela foi criticado por governos sul-americanos e por Washington na sexta-feira, 18 de Agosto, após ter passado a si própria o poder de aprovar leis, substituindo o Congresso liderado pela oposição.

O Presidente Nicolas Maduro promoveu a eleição do mês passado dos 545 membros da Assembleia Constituinte, com objeção da oposição, que boitocou o voto, chamando de afronta à democracia.

Na sua primeira sessão no dia 5 de Agosto, a Assembleia demitiu a Procuradora-Geral, Luísa Ortega, que havia acusado Maduro de violação dos direitos humanos.

Assembleia Venezuela
Assembleia Venezuela

Entretanto, Luísa Ortega fugiu da Venezuela na sexta, dia 17 de Agosto para a Colômbia, confirmaram as autoridades da imigração na capital colombiana, Bogotá. Em entrevista à Reuters, no dia 10 de Agosto, a Procuradora revelou que temia pela sua vida na Venezuela.

A Venezuela, rica em petróleo, mas doente economicamente, tem visto meses de agitação política, durante os quais mais de 125 pessoas morreram.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos juntou-se ao bloco sul-americano Mercosul na condenação da nova super Assembleia.

"Enquanto o regime de Maduro continua a conduzir-se como uma ditadura autoritária, nós estamos preparados para trazer o peso total da economia norte-americana e poder diplomático para dar suporte ao povo venezuelano enquanto eles buscam restaurar sua democracia", disse o Departamento de Estado em comunicado.

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