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Tchizé dos Santos diz que Ambrósio Lukoki não deve falar sobre a vida interna do MPLA

  • Coque Mukuta

Welwitschia (Tchizé) dos Santos

Filha de José Eduardo dos Santos lembra que Lukoki abandonou o partido "num momento crítico" e que só quem paga cotas deve pronunciar-se

A filha de José Eduardo dos Santos, Welwitschia dos Santos, mais conhecida por Tchizé dos Santos, deputada e membro do Comité Central do MPLA, é a primeira integrante da anterior família presidencial a responder ao histórico dirigente do MPLA Ambrósio Lukoki, que pediu o abandono de Santos da liderança do partido no poder.

Tchizé disse à VOA que, apesar de respeitar Lukoki, ele abandonou o partido numa fase crítica e por não pagar cotas não deve falar em nome do partido.

Ambrósio Lukoki afirmou em conferência de imprensa no início desta semana que José Eduardo dos Santos vem se queixando de ter sido abandonado, mesmo depois de ajudar muitos membros do MPLA.

Ambrósio Lukoki defende que José Eduardo dos Santos seja julgado
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Nas criticas feitas pelo histórico dirigente daquele partido, Lukoki apelou ao abandono imediato de Santos da liderança do partido dos camaradas.

Em conversa com a VOA, numa reacção às palavras de Ambrósio Lukoki, Welwitschia dos Santos disse reconhecer o mérito de Lukoki na democratização do MPLA, mas lembra que abandonou o partido num momento muito critico e que só pode falar sobre o partido o militante que paga as suas cotas.

“Para além do camarada embaixador Lukoki merecer o respeito e gratidão de todos, também poderia ser considerado como alguém que abandonou o partido num período crítico e ao, que me consta, o fez por escrito, e se tais factos se verificarem reais o ilustre embaixador Lukoki, por quem tenho todo respeito, porque é mais velho, não tem legitimidade para falar da vida interna do MPLA porque só fala sobre a vida do MPLA quem paga cotas”, defendeu Tchizé.

A VOA contactou Mário António, secretário para Informação do MPLA, mas remeteu-se ao silêncio.

Entretanto, para Tunga Alberto, secretário executivo do Conselho de Coordenação dos Direitos Humanos, este silêncio pode significar um abandono dos poucos militantes que andaram a depender dos actos dele em momentos de bonança.

Acerca da eventualidade de José Eduardo dos Santos ser responsabilizado criminalmente ou não pelos seus actos, Tunga afirma que tal “não será possível pelo facto de termos uma justiça bastante deficitária porque todos os ovos nasceram da mesma galinha”.

Refira-se que nenhum outro membro da família do anterior Presidente pronunciou-se sobre as palavras de Ambrósio Lukoki, que defendeu a extinção do que chamou de “José Eduardismo”.

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