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Sector privado quer negócios de petróleo e gás em Moçambique

  • Ramos Miguel

Em Moçambique aumentam as exigências do sector privado relativamente à sua participação em projectos de exploração de petróleo e gás, como forma de maximizar os benefícios para o país, no contexto do conteúdo local.

Esta segunda-feira, numa conferência sobre conteúdo local no sector do petróleo e gás, realizada em Pemba, na província nortenha de Cabo Delgado, estas exigências foram reiteradas por empresários moçambicanos.

Foi sublinhado que estes projectos energéticos devem criar riqueza para o país, através de um maior envolvimento do empresariado nacional.

Em Cabo Delgado está a ser desenvolvido um projecto bilionário de exploração de gás na bacia do Rovuma, envolvendo as empresas Anadarko e Eni, entre outras.

A conferência de Pemba contou também com a participação de delegados convidados de Angola e Gana, que transmitiram as suas experiências no âmbito do conteúdo local.

Alguns empresários ouvidos pela VOA, em Maputo, afirmaram que muitos dos projectos de gás não têm qualquer ligação com empresas locais, quando este sector é considerado hoje uma das fronteiras de expansão e diversificação da indústria nacional, pela elevada demanda que exerce por bens e serviços.

O empresário José Paulino considera que o sector do petróleo e gás só se constitui em mola propulsora do desenvolvimento pelo efeito multiplicador que exerce sobre outros sectores industriais e de serviços, mas não sabe qual é a estratégia governamental nessa perspectiva.

Outro empresário, Manuel dos Anjos, afirma que seria desejável que à medida que o tempo fosse passando, aumentasse a participação das pequenas e médias empresas moçambicanas nesses projectos.

O Presidente do Conselho de Admninistração da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, Omar Mithá, diz que a participação das empresas moçambicanas em projectos de exploração de gás está prevista na lei do conteúdo local.

Mithá concorda que a exxpectativa seja a da maximização dos benefícios para Moçambique, "para que os projectos de petróleo e gás não sejam afunilados ou verticais e não tenham comunicação do ponto de vista daquilo que são as economias locais".

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