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Moçambicanos sem capacidade de poupança

  • Ramos Miguel

Imagem de arquivo

O grosso dos moçambicanos não tem capacidade de lidar com choques a longo prazo.

Economistas alertam que as despesas de consumo dos moçambicanos estão a acelerar mais do que o rendimento disponível, o que significa que o país não está a fazer poupanças que permitam travar o elevado endividamento externo.

Uma pesquisa recente efectuada pelo Instituto de Estudos Económicos e Sociais sobre a importância da poupança, indica que em Moçambique, a poupança é ainda muito limitada e não financia nem 10 por cento do investimento nacional.

O economista António Francisco, investigador daquele instituto, diz que na última década, Moçambique registou algum crescimento, mas duvida que tal possa gerar desenvolvimento.

"Este crescimento não resulta da capacidade da população poupar 20 ou 30 por cento para criar capacidade humana e física e expandir a sua capacidade produtiva", destaca o economista.

Protecção social em causa

Dados do Banco de Moçambique indicam que a parcela de população adulta com conta bancária ronda os 36 por cento, um valor considerado muito baixo, relativamente à média regional.

O grosso dos moçambicanos não tem capacidade de lidar com choques a longo prazo. E Francisco adverte que a a protecção social está em risco.

“Nós consideramos que uma protecção social para ser sustentável tem de gerar poupança (...) o Estado faz assistência social muito limitada, que não abrange nem 10 por cento da população”.

Os conomistas apontam a falta de condições financeiras como o principal motivo para as pessoas não possuírem qualquer relacionamento bancário.

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