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Reivindicações eleitorais da oposição poderão não surtir efeitos, dizem analistas

  • Arão Ndipa

Líderes da CASA-CE (Abel Chivukuvuku), MPLA (João Lourenço) e UNITA (Isaías Samakuva)

O ambiente entre os militantes dos partidos políticos da oposição é de muita frustração e revolta.

Analistas em Luanda mostram-se bastante cépticos quanto às
possibilidades dos partidos políticos da oposição obterem resultados
das suas reclamações a partir do tribunal constitucional.

O processo eleitoral angolano conheceu esta semana o seu ponto mais
alto, com a divulgação dos resultados definitivos, que confirmaram a
vitória do partido MPLA com maioria qualificada.

João Manuel Gonçalves Lourenço é o presidente da república eleito para
um mandato de cinco anos.

As quartas eleições angolanas são marcadas por uma onda
generalizada de contestação dos resultados. A comissão
nacional eleitoral é acusada pelos partidos políticos da oposição,
como tendo assumido uma postura ostensivamente parcial.

Os partidos políticos da oposição, no caso a UNITA, CASA CE, PRS E
FNLA, já reafirmaram a sua posição de não reconhecer os resultados
e prometem impugnar as eleições de 23 de Agosto.

A oposição vai mais longe e diz que vai esgotar todos os recursos
previstos na constituição e na lei, para que a justiça e a verdade
eleitoral sejam respostas.

O ambiente entre os militantes dos partidos políticos da
oposição é de muita frustração e revolta, apesar de apelos para que
os resultados definitivos, divulgados pela CNE sejam aceites e
respeitados.

Membros da missão de peritos eleitorais da União Europeia, liderada
por Tânia Marques, estiveram esta semana no tribunal constitucional,
para se inteirarem dos procedimentos e mecanismos para a gestão do
processo eleitoral.

Em declarações à imprensa no final do encontro, que contou ainda com a
presença de juízes conselheiros, Tânia Marques referiu que os membros
da missão técnica europeia foram esclarecidos sobre aspectos que os
inquietavam.

Bornito de Sousa (esq) com João Lourenço, candidatos à vice-presidência e presidência respectivamente pelo MPLA nas eleições de 23 Agosto em Angola
Bornito de Sousa (esq) com João Lourenço, candidatos à vice-presidência e presidência respectivamente pelo MPLA nas eleições de 23 Agosto em Angola

O eleito João Manuel Gonçalves Lourenço, no seu
primeiro pronunciamento público, criticou a postura dos partidos
políticos da oposição por terem procurado tirar crédito a todo o
processo.

Ainda assim, João Lourenço garantiu que vai privilegiar o diálogo com
as outras forças políticas, acrescentando que o seu governo vai
trabalhar para construir um futuro melhor para Angola e para os
Angolanos.

Neste programa, conversamos com Tânia Marques, líder da missão de peritos da União Europeia, Sérgio Calundungo, coordenador do Observatório Político e Social de Angola, e Domingos José, politólogo. Acompanhe:

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