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Políticos ignoram o impacto de casamentos prematuros, dizem activistas

  • Ramos Miguel

Petição "A Voz das Raparigas" será entregue ao Governo para que preste maior atenção aos principais problemas que afectam as meninas.

Uma Conferência Nacional da Rapariga em Moçambique terminou, esta quinta-feira, 12, em Quelimane, capital da província central da Zambézia, com críticas e acusações de que os decisores políticos ignoram o impacto dos casamentos prematuros e gravidezes precoces na sociedade.

A conferência reuniu mais de 300 participantes, maioritariamente activistas e raparigas de todas as províncias moçambicanas e terminou com a compilação de uma petição "A Voz das Raparigas", que vai ser entregue ao Governo, para que preste maior atenção aos principais problemas que afectam as meninas, entre os quais se destacam os casamentos prematuros.

No encontro foram debatidas formas de construir alternativas mais eficazes para garantir um ambiente em que as raparigas gozem de uma vida digna, plena e livre de práticas prejudiciais ao seu crescimento e desenvolvimento.

Para além da desistência escolar, os casamentos prematuros estão também associados a gravidezes na adolescência, que em muitos casos resultam em mortes, num cenário que tende a agravar-se, segundo o ginecologista Matos Chimuassa.

Na conferência de Quelimane, que decorreu sob o lema "Investir em Nós é Garantir o Desenvolvimento", foram igualmente delineados mecanismos de reformas da legislação moçambicana, incluindo a Lei da Família e o Código Penal, processo que contará com o apoio dos governos do Canadá e da Suécia.

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