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Nova Iorque: Libanês envolvido nas "dívidas ocultas" moçambicanas volta a tribunal em Fevereiro


Defesa pediu para Jean Boustani ser colocado em prisão domiciliária. Nova audiência marcada para 7 de Fevereiro

Um juiz federal americano adiou para o próximo dia 7 de Fevereiro uma decisão sobre se um dos envolvidos no escândalo das dívidas escondidas de Moçambique pode ser colocado em prisão domiciliária.

Os advogados de Jean Boustani argumentaram que este poderia ser colocado em prisão domiciliária sem risco de fuga, algo a que os procuradores federais americanos se opuseram.

Sabe-se por outro lado que uma companhia americana envolvida em questões de segurança poderia ser colocada pela defesa de Boustani no seu local de residência para impedir a fuga.

Boustani, que trabalhava para a empresa Privinvest foi o primeiro de vários acusados do processo das dívidas escondidas a comparecer em tribunal.

O cidadão libanês foi preso em Nova Iorque.

Outros três indivíduos, ex-funcionários do Credit Suisse, foram presos em Londres, onde aguardam um processo de extradição.

Em igual circunstância está o antigo ministro das finanças de Moçambique, Manuel Chang, detido na Africa do Sul. Este aguarda a decisão de um tribunal sobre a sua extradição para os Estados Unidos ou para a sua terra natal.

Chang deverá comparecer de novo em tribunal, no dia 5 de Fevereiro.

Dois outros cidadãos moçambicanos são tambem acusados. Embora as autoridades americanas não tenham revelado os seus nomes, o Centro de Integridade Pública identificou-os como sendo António Carlos do Rosário e Teófilo Nhangumele.

A importância que as autoridades americanas estão a dar ao caso foi refletida pela presença em tribunal de quatro funcionários da procuradoria e um outro da polícia federal americana, o FBI.

Antes da próxima audiência, as autoridades americanas deverão introduzir em tribunal mais material acusatório, incluindo transcrições de comunicações entre os acusados.

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