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"Ninguém quer a paz no Afeganistão mais do que o Paquistão", diz Abbasi.


Shahid Khaqan Abbasi

Por uma década, os Estados Unidos acusaram o Paquistão de abrigar ou ter ligações com terroristas.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shahid Khaqan Abbasi, disse hoje, 4, no início de conversaçoes como secretário de Defesa dos Estados Unidos, Jim Mattis, que o seu país assume o compromisso de lutar contra o terrorismo.

"Ninguém quer a paz no Afeganistão mais do que o Paquistão", disse Abbasi.

Ele acrescentou que os Estados Unidos e Paquistão “partilham os mesmos objectivos”.

No encontro desta segunda-feira, em Islamabad, também participaram o ministro paquistanês do interior, o assessor de segurança nacional e o chefe de serviços de inteligência.

Mattis não fez nenhum comentário sobre as conversações.

Antes da visita a Islamabad, Mattis disse que não pretendia incitar o Paquistão, mas esperava que o país tomasse em conta o seu compromisso de combater o terrorismo. Manifestou igualmente esperança numa colaboração.

"Acredito que trabalhamos arduamente para encontrar uma base comum e daí trabalharemos em conjunto”, disse Mattis.

Em Outubro, Mattis advertiu que os Estados Unidos pretendem trabalhar “uma vez mais” com o Paquistão antes de “tomar quaisquer passos necessários” para lidar com o seu alegado apoio aos terroristas.

Mas no domingo, Mattis disse que o seu foco era encontrar mais espaço comum “escutando um ao outro sem ser combativo”.

Por uma década, os Estados Unidos acusaram o Paquistão de abrigar ou ter ligações com terroristas, como a Rede Haqqani Network e os Talibãs afegãos, que atacam a força da coligação da NATO no vizinho Afeganistão.

As autoridades de Islamabad rejeitam tal acusação, dizendo que Washington usa o Paquistão como bode expiatório para as suas próprias falhas no Afeganistão, onde continuam num impasse depois de 16 anos de guerra.

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