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Eleições 2020: Republicanos iniciam convenção nacional ao ataque


Donald Trump e Mike Pence na convenção republicana

O Partido Republicano iniciou segunda feira a sua convenção nacional defendendo os quatro anos da presidência de Donald Trump.

Analistas afirmam que nos próximos dias os Republicanos vão tentar acusar o candidato Democrata, Joe Biden de ser controlado pela ala esquerda do seu partido. Para esses analistas a convenção do partido Democrata esteve centrada em projectar uma imagem moderada de Biden mas não forneceu muitos pormenores em questões políticas de substância e isso é algo que os Republicanos devem tentar explorar.

Na sua convenção Republicanos passam ao ataque - 5:35
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Chris Christie, antigo governador republicano do Estado de Nova Jérsia, disse que na sua opinião “os democratas fizeram uma coisa bem e uma coisa mal”.

“O que fizeram bem foi apresentar um retrato de Joe Biden como uma pessoa amável, de compaixão, que se preocupa com os outros, o que eu acho que ele é, pois conheço-o há muitos anos, e penso que fizeram isso muito bem”, acrescentou Christie, que contudo acrescentou que na sua opinião “falharam nas questões em causa” nas eleições.

“Não falaram sobre isso e os republicanos vão agora ter que começar a falar dessas questões”, sustentou Christie, lembrando que "quando fizerem isso vai-se transformar numa corrida muito mais renhida”.

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A antiga congressista Barbara Comstock concordou, afirmando na mesma ocasião ter sido inteligente por parte do Partido Democrata ter-se concentrado em projetar essa imagem de Joe Biden porque muitos dos eleitores têm aversão ao modo como Trump fala e lida com as questões.

“Mas o nível de desaprovação do Presidente deve-se a questões de personalidade não à política dos republicanos que não estão necessariamente a rejeitar”, disse.

Por seu lado, o antigo governador republicano de Wisconsin, Scott Walker, alegou que os republicanos vão nestes próximos dias apresentar uma visão de como tencionam fazer regressar o país ao boom económico que se registava anteriormente.

Os republicanos, disse Walker à cadeia de televisão NBC, “têm que mostrar como é que podem levar o país de novo para a direção certa e depois contrastar isso com Joe Biden que entregou a sua agenda à ala radical da esquerda do seu partido”.

“Olhem para a frente e demonstrem que Joe Biden se tornou num radical”, foi o conselho de Walker.

No mesmo programa Gerald Seib, do jornal Wall Street Journal, afirmou que de fato há dúvidas “sobre se os democratas falaram o suficiente sobre as suas políticas para contrabalançar estas acusações que vamos ouvir toda esta semana por parte dos republicanos que Joe Biden foi empurrado para a esquerda pela ala progressista do seu próprio partido”.

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“Falaram muito mais sobre personalidade do que políticas e planos”, disse, afirmando que isso não serviu para contrabalançar “essa acusação de que na substância aquilo que Biden vai fazer ele foi empurrado bem para a esquerda”.

O antigo governador Chris Christie é de opinião que após a convenção dos republicanos tudo muda porque “as pessoas vão querer concentrar-se em saber como serão os próximos quatro anos e o que é que Joe Biden diz sobre isso”.

“Trump tem que apresentar uma visão de quatro anos, Biden tem que apresentar uma visão de quatro anos e depois as pessoas vão fazer uma avaliação”, concluiu.

Os republicanos esperam, sem dúvida, que a convenção sirva para reduzir a diferença nas sondagens que neste momento favorecem Biden.

Os próximos dois meses irão responder a isso.

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