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Mulheres religiosas lutam contra a violência

  • Ramos Miguel

Foto de arquivo

Em Moçambique, uma em cada três mulheres sofrem de violência doméstica, seja física ou sexual protagonizada pelo seu parceiro.

Centenas de mulheres religiosas participaram este domingo, 05, em Maputo, numa conferência sobre a violência doméstica em Moçambique, que segundo alguns activistas sociais, está a ganhar contornos alarmantes, sob o olhar impávido da sociedade.

A porta-voz do encontro, Silvia Ferreira, disse ser importante que as mulheres estejam conscientes do seu papel na sociedade, sublinhando que o homem, "apesar do seu papel como chefe de família, deve tratar a sua parceira com respeito, para que a família viva em harmonia".

Em Moçambique, uma em cada três mulheres sofrem de violência doméstica, seja física ou sexual protagonizada pelo seu parceiro.

A ministra moçambicana do Género, Criança e Acção Social, Cidália Chaúque, disse que essa é uma situação que precisa de ser combatida, porque coloca em causa a questão dos direitos humanos e o próprio desenvolvimento.

Para o antigo estadista moçambicano, Joaquim Chissano, a violência está a tomar contornos alarmantes, com consequências não só sociais como também económicas, "porque uma pessoa economicamente activa, quando violentada afecta o seu sector de produção".

Chissano recordou que a violência não ocorre apenas entre o homem e a mulher, como também entre o pai e o filho, a mãe e o filho ou entre a avó e o neto, mas para ele, a mais preocupante é a protagonizada pelo homem contra a sua parceira.

No país, dos 12 mil casos de violência registados o ano passado, oito mil foram contra a mulher.

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