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Imagem de Moçambique beliscada com a acusação de violar as sanções contra a Coreia do Norte, dizem analistas


Cidade de Maputo, capital de Moçambique.

Francisco Matsinhe diz que a questão deve ser devidamente investigada, porque a violação das sanções impostas à Coreia do Norte seria uma afronta às Nações Unidas e à União Europeia.

Analistas dizem que as acusações de que Moçambique está a violar as sanções impostas ao regime norte-coreano não abonam a favor deste país sobretudo nesta altura em que se encontra mergulhado na crise das chamadas dívidas ocultas.

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Algumas correntes de opinião dizem que estas acusações podem ter consequências negativas para Moçambique, numa altura em que o país procura recuperar a confiança dos seus parceiros de cooperação, quebrada após a descoberta das dívidas ocultas.

"A imagem do país está beliscada", considerou Samuel Vitorino, professor secundário, na Matola, cidade satélite de Maputo.

O analista José Machicame, afirma que os diferentes membros das Nações Unidas têm sido cautelosos na abordagem ao nível das sanções, mas a da actual administração norte-americana é ameaçar com represálias qualquer Estado que a contrarie.

"Vimos isso na questão da Palestina; o Presidente norte-americano disse, claramente, que não deixaria sem consequências os países que votaram contra a posição dos Estados Unidos de reconhecer Jerusalém como capital de Israel", afirmou aquele analista, sublinhando que "fica um alerta muito forte em relação ao que pode acontecer".

Por seu turno, o analista Francisco Matsinhe considera que esta questão deve ser devidamente investigada, destacando que uma violação das sanções impostas à Coreia do Norte seria uma afronta às Nações Unidas e à União Europeia.

"Seria, acima de tudo, uma afronta ao Japão, que tem investimentos bilionários em Moçambique", realçou.

Contudo, para José Machicame, a cooperação que Moçambique mantém com a Coreia do Norte não é decisiva para o programa nuclear norte-coreano.

Para Machicame, "a questão crítica é o programa nuclear norte-coreano ou então o tipo de cooperação que permita o financiamento desse programa, e não parece que Moçambique esteja com capacidade para isso".

O analista António Ubisse diz que estas denúncias "fazem parte de uma campanha visando asfixiar Moçambique, política e economicamente, tal como acontece com a questão das dívidas ocultas".

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